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Motorista da Uber é rendido por falsos clientes, mas é salvo por policiais

Polícia

Motorista da Uber é rendido por falsos clientes, mas é salvo por policiais

Dupla pediu uma corrida de Alecrim para Vale Encantado, mas anunciaram o assalto logo no início da corrida. No entanto, o veículo foi logo abordado pela PM

Motorista foi rendido por criminosos em Alecrim Foto: TV Vitória

Um motorista da Uber foi rendido por bandidos armados, na noite da última segunda-feira (24), no bairro Alecrim, em Vila Velha. Os criminosos solicitaram a corrida, se identificaram como clientes, mas anunciaram o assalto. A dupla, no entanto, não contava que policiais militares estavam próximos e o assalto foi frustrado.

De acordo com a vítima, dois rapazes, um deles adolescente, solicitaram uma corrida até Vale Encantado. Segundo ele, os passageiros pareciam nervosos e, assim que embarcaram, anunciaram o assalto.

"Estavam nervosos, agitados. Entraram no carro e pediram para eu seguir para Vale Encantado. Quando eu perguntei se eram eles os solicitantes da chamada, eles falaram que era. Na hora em que eu comecei a arrancar o carro, eles me abordaram, falaram que era um assalto e que era para eu continuar indo para Vale Encantado", contou o motorista, que não quis se identificar.

A vítima conta que, por sorte, a polícia fazia patrulhamento pelas ruas de Alecrim no momento do crime, em busca de bandidos que haviam cometido um roubo no bairro. Assim que os passageiros anunciaram o assalto, o veículo foi abordado pelos militares e os suspeitos e o motorista foram encaminhados para a Delegacia Regional de Vila Velha.

"A viatura da Força Tática encostou do lado do meu carro e pediu para que a gente descesse. E, nesse momento, os indivíduos jogaram a arma de fogo pela lateral do carro. Foi todo mundo abordado, os policiais encontraram uma arma dentro do carro e a outra no lado de fora e foi todo mundo conduzido para o DPJ, para poder esclarecer os fatos", disse o motorista.

Medo de trabalhar

A vítima conta que trabalhava como motorista de ônibus, mas em fevereiro acabou perdendo o emprego. Desde então trabalha para o aplicativo, que permite solicitar corridas pelo celular. No entanto, por causa da violência, precisou interrompeu as atividades nos últimos dias. "Está dando medo de trabalhar. Não sei se continuo ou se paro", lamentou.

O motorista rendido reconhece a importância da oportunidade de trabalho, mas reclama da falta de segurança enfrentada pelos profissionais que atuam pelo aplicativo. Ele pede que a empresa seja mais rigorosa na identificação dos passageiros para tentar evitar os assaltos. "Você não sabe a pessoa que você está pegando, não sabe se é pessoa boa ou ruim", alegou.

Por meio de nota, a Uber disse que lamenta que os parceiros sejam vítimas de insegurança pública e que se coloca à disposição das autoridades para fornecer informações dentro dos termos da lei. Sobre os dois suspeitos que foram detidos pelos militares, a Polícia Civil informou que tanto o adolescente quanto o maior de idade foram ouvidos e liberados.