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Identificados suspeitos de atuarem como 'olheiros do tráfico' em morro de Vitória

Polícia

Identificados suspeitos de atuarem como 'olheiros do tráfico' em morro de Vitória

Segundo delegado, eles ficam posicionados em pontos de observação, monitorando a movimentação dos policiais. Imagens e áudios de conversas entre os criminosos foram divulgados

Informantes ficam posicionados em pontos estratégicos, observando a movimentação da polícia e de bandidos rivais Foto: Reprodução

A polícia está identificando suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas no Morro da Garrafa, em Vitória, por meio de escutas de radiocomunicadores. Segundo a polícia, as investigações estão em andamento e alguns suspeitos já foram identificados.

"Já identificamos alguns criminosos dessa organização e, em breve, no decorrer da semana, teremos certamente novas informações, novos detalhes para que a gente consiga desarticular essa quadrilha de traficantes de drogas nesse bairro", destacou o delegado Fábio Pedroto, da Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (Deten). 

Além disso, alguns pontos de observação, que são os locais onde ficam os chamados "olheiros do tráfico", estão sendo monitorados pela polícia. De acordo com as investigações, somente no Morro da Garrafa, foram identificados três pontos de observação, onde os olheiros ficam vigiando a polícia. Segundo o delegado, essa prática acontece também em outros morros da Grande Vitória.

"É muito comum, dentro das quadrilhas que praticam tráfico de drogas, ter essa função chamada de 'olheiros do tráfico'. São indivíduos que observam a movimentação da polícia e de quadrilhas rivais, avisando aos demais criminosos quando há uma operação policial na comunidade", explicou Pedroto.

O delegado ressaltou ainda que os criminosos deverão responder por diversos crimes. "Esses indivíduos vão responder certamente pelo crime de trabalhar como informantes de organizações criminosas. Vão responder também pelo crime de tráfico de drogas e por crimes praticados em detrimento da Lei de Telecomunicações, já que utilizar mecanismos de telecomunicações, radiocomunicadores, em frequências não permitidas, constitui ilícito penal", frisou.

A polícia divulgou imagens de alguns suspeitos, durante o trabalho de observação, e áudios contendo conversas entre esses suspeitos, durante a vigia a uma viatura da Polícia Militar.

Confira o diálogo:

Suspeito 01: continua no posto, mas eu perdi a visão dela. Mas ela "tá" debaixo do posto ainda. Continua lá de verdade.
Suspeito 02: eles estão parados no posto?
Suspeito 01: parado debaixo do posto, como se "tivesse" abastecendo. "Tá" tranquilo lá, parado debaixo do posto.
Suspeito 02: (inaudível)
Suspeito 01: Não, não. Porque eles não "tão" me vendo não. "Tá" tranquilo. Só se eles saírem lá pelo outro lado. Mas "tá" tranquilo. "Tá" dois, "tá" dois.