• Velocidade do vento

  • Previsão de chuva

  • Nascer do sol

  • Por do sol

Umidade relativa do ar: Índice de raios UV:

Mãe e padastro suspeitos de torturar e estuprar criança de oito anos em Vitória

  • COMPARTILHE
Polícia

Mãe e padastro suspeitos de torturar e estuprar criança de oito anos em Vitória

Suspeito, de 46 anos, foi preso, assim como a mãe da vítima que, segundo a polícia, era conivente com o crime. Abusos foram vistos pela irmã mais nova da criança

Padrasto é suspeito de violentar a vítima e a mãe seria conivente com as agressões e abusos Foto: TV Vitória

Um casal foi preso, na tarde desta segunda-feira (20), suspeito de torturar e estuprar uma menina de 8 anos, em Cariacica. Segundo a polícia, os detidos são a mãe da menina, de 30 anos, e o padrasto dela, de 46. Por causa das agressões, a vítima precisou ser internada na UTI do Hospital Infantil de Vitória.

Ainda de acordo com a polícia, a irmã mais nova da vítima e filha do casal, de 5 anos, também sofria agressões e violência sexual por parte do pai. Ela teria presenciado os abusos sofridos pela irmã e foi quem contou tudo aos policiais.

De acordo com a polícia, o caso aconteceu há cerca de um mês, quando tiveram início as investigações. Por causa das agressões, a menina de 8 anos precisou ser internada no Hospital Infantil de Vila Velha. Ela tinha marcas de agressões por todo o corpo. Desconfiados, os próprios médicos acionaram o conselho tutelar.

"O estado de saúde da criança era tão grave que, no momento da realização da pericia, ela estava em coma induzido, desacordada. Mesmo assim os peritos tiveram condição de analisar as lesões que foram praticadas contra a criança e a gente entendeu, diante de toda a circunstância, que se trata de crime de tortura física e psicológica, que ela vinha sofrendo há muito tempo", destacou o delegado Thyago Mello, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).

Pelo exame de corpo e delito realizado na menina, ficou constatado que ela tinha hematomas nas coxas, braços e abdômen. O laudo, no entanto, não constatou que ela teria sido estuprada. A confirmação do abuso veio pelo depoimento chocante de quem presenciava a cena dentro de casa.

"A menina, de apenas 5 anos de idade, relatou de forma contundente os abusos que ela vinha sofrendo e os abusos que a irmã dela, que está internada, vinha sofrendo. Não só os abusos sexuais, quanto as agressões físicas", frisou o delegado.

Suspeitos foram conduzidos à DPCA Foto: Divulgação

Com o mandado de prisão em mãos, a polícia conduziu os dois suspeitos à DPCA. Questionado sobre as acusações, o pedreiro nega que tenha envolvimento com as agressões sobre a enteada e também sobre a filha. "Eu não fiz nada disso. Estão me acusando porque a menina se machucou na minha casa, as duas. Elas estavam brigando e se machucaram", afirmou.

Já a mãe das crianças, que é tida para a polícia como conivente com toda a violência, confessou que há três anos o padrasto era violento. "No passado, teve muita confusão entre eu e ele e entre as meninas. Mas quando ele ia agredir, eu não deixava e sempre entrava na frente. Só que depois ele mudou e, de uns três anos pra cá, ele parou com essas coisas", contou a suspeita.

Ainda de acordo com a polícia, existiam relatos de maus tratos e abuso sexual à menina de 8 anos desde 2010 no conselho tutelar de Cariacica. O caso chegou ao conhecimento da delegacia, mas, na época, não havia provas para indiciar os responsáveis e, por isso, eles não foram autuados.

"Havia, no conselho tutelar, relatos de vizinhos e até da própria família, de que essa menina que está internada sofria maus tratos desde o ano de 2010. Inclusive existe uma ocorrência, nessa delegacia, de 2010. Mas, à época, a ocorrência versava sobre abuso sexual e não existiam elementos suficientes. Agora a gente tem convicção de que esses abusos e essa tortura eram praticados contra ela", frisou Thyago Mello.

Segundo o delegado, os dois suspeitos agora responderão pelos crimes de tortura e estupro de vulnerável. Eles foram conduzidos ao presídio. "Agora essas crianças ficarão protegidas pelo conselho tutelar, que deve indicar um curador para elas. E eles [os suspeitos] serão conduzidos ao Centro de Detenção Provisória de Viana".