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Mãe de menina estuprada e morta por padrasto pode perder a guarda dos outros filhos

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Polícia

Mãe de menina estuprada e morta por padrasto pode perder a guarda dos outros filhos

Além de Isadora, Maria Izabel Costa Almeida Claudino tem outras três crianças, sendo duas delas fruto de um relacionamento anterior e uma menina de dez meses, que ela teve com o acusado

Maria Izabel foi presa no início da tarde desta sexta-feira Foto: TV Vitória

A mãe da menina Fabiane Isadora Claudino, de 2 anos, que foi estuprada, torturada e morta pelo padrasto, em Cariacica, poderá perder a guarda de seus outros filhos. Segundo a polícia, as crianças, por enquanto, estão sob os cuidados de parentes.

Além de Isadora, Maria Izabel Costa Almeida Claudino tem outras três crianças. Duas delas são fruto de um relacionamento anterior. Com Michael Lelis, com quem a jovem viveu por dois anos, ela teve uma menina de dez meses. Segundo a polícia, de todas as crianças, apenas Isadora era agredida.

Maria Izabel foi presa na tarde desta sexta-feira (02), acusada de ter permitido que a filha fosse constantemente espancada e torturada pelo padrasto. Ela foi detida, por volta do meio-dia, na casa de parentes, onde morava desde a morte da criança.

O titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), delegado Lorenzo Pazolini, havia pedido a prisão da mãe da menina na última segunda-feira (29) e o mandado foi expedido pela Justiça no início da noite de quinta-feira (01).

"Desde o início das investigações e, sobretudo, após a prisão do Michael Lelis, nós já tínhamos indícios de que essa mãe era omissa, de que, na verdade, ela foi relapsa e deixou de cuidar com zelo dessa criança. Esses indícios foram cada vez mais veementes e foram confirmados ao longo da instrução do inquérito policial", afirmou o delegado.

Vizinhos da família disseram, em depoimento à polícia, que ouviam frequentemente o choro de Isadora. Além disso, familiares de Maria Izabel contaram aos policiais que chegaram a pedir a guarda da menina, mas a mãe da criança insistia em defender Michael e manter a filha sob os cuidados dele.

Apesar das acusações, na delegacia Izabel continuou afirmando que não sabia das agressões que a filha sofria. "Ele nunca fez nada perto de mim contra ela. O que ele fazia comigo eu sofria porque eu não tinha outra opção, mas com ela não", afirmou a suspeita.

Ajuda na fuga

Michael foi preso no último dia 20, dentro de uma caçamba de lixo, em Viana Foto: Divulgação

O delegado responsável pelas investigações também ouviu a equipe que atendeu Isadora no hospital. Em depoimento, a assistente social afirmou que a mãe chegou a enviar mensagens para o marido, avisando sobre a presença da polícia no hospital.

"Ela auxiliou o suspeito, no dia dos fatos, para que ele fugisse efetivamente do flagrante, ou seja, ela orientou o suspeito a não retornar mais ao hospital porque, nas palavras dela, a policia já estava no caso e aquilo ia dar problema e teria alguma consequência para ela e para ele. Então, efetivamente, ela prestou um auxílio, através de informações, para que o suspeito de abusar e matar a própria filha fugisse do local", frisou Pazolini.

A assistente social ouvida pelo delegado também afirmou que Izabel não demonstrava preocupação pelo estado em que a filha estava. A mãe, no entanto, tentou se justificar. "Eu estava em estado de choque. Não estava acreditando no que estava acontecendo", alegou.

Izabel foi autuada pelos mesmos crimes que Michael. "Ela vai responder em razão da conduta omissiva, pela tortura com resultado morte, além do estupro de vulnerável. Os mesmos crimes que o Michael", ressaltou o delegado.