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Mãe diz que filho acusado de manter namorada em cárcere privado na Serra é inocente

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Polícia

Mãe diz que filho acusado de manter namorada em cárcere privado na Serra é inocente

Em entrevista ao Balanço Geral, da TV Vitória/Rede Record, a mãe de Marlon Henrique Lima, Rosimeri Silva Lima, afirmou que não houve cárcere privado

O caso será investigado pela Delegacia da Mulher Foto: TV Vitória

A mãe do jovem de 21 anos, que foi preso suspeito de manter a namorada, filha de um policial, em cárcere privado na Serra, defendeu o filho e apresentou outra versão para o caso.

Em entrevista ao Balanço Geral, da TV Vitória/Rede Record, a mãe de Marlon Henrique Lima, Rosimeri Silva Lima, afirmou que não houve cárcere privado. “Não houve cárcere privado, ela vive maritalmente com o Marlon Henrique há três anos. Está sendo elaborado um abaixo-assinado onde as pessoas estão assinando para provar que eles moravam juntos sim. Meu filho nunca foi à Ilha do Príncipe, onde é o bairro que ela mora, buscá-la e nem botar a arma na cabeça dela para ela ir para minha casa. Ela ia com as próprias pernas e a mãe dela freqüentava a minha casa, junto com os tios dela”, afirma.

Ainda segundo Rosimeri, ela e a namorada de Marlon sabiam que ele tinha um revólver em casa. “Ele tinha essa arma, como ela sabia. Ela falou que ele tinha essa arma, para a defesa dele, e disse que eu não sabia. Um dia antes dessa confusão, a mãe dela estava na minha casa. A única coisa que houve é que a menina queria impor e ir embora com a mãe dela, para voltar à noite. Ele falou que não, que os dois precisavam conversar primeiro. A menina não estuda, eu já pedi para ela estudar e ela nunca quis. O meu filho é usuário de maconha, eu não tenho vergonha de dizer isso. Ela também é usuária, eu já pedi ajuda dela para livrar meu filho desse vício. Ela disse que gostava dele daquele jeito, porque ela também usava maconha”, conta.

A mãe do suspeito diz ter sido ameaçada, dentro de casa, por um policial. “Eu avistei os policiais na rua que eu moro, que é uma rua sem saída. Nós descemos e tinha um policial à paisana no meu portão e mais de 50 policiais na rua. Fui até lá perguntar o que estava acontecendo. Nesse momento, o ‘choque’ veio com escudo e foi para cima do meu filho. A menina começou a gritar que amava ele, que não era para fazer nada com ele. O policial perguntou se eu deixaria eles entrarem na minha casa. Eu falei que sim, subi com eles e eles me colocaram em uma cadeira preta, que eu tenho na sala. Cinco minutos depois, um policial virou pra mim e disse ‘agora o bagulho virou’, me jogou no chão e mandou eu botar a mão na parede. Ele falou que teria que colocar o meu filho sentado e dar um tiro na cara dele, na minha frente. Agora, vou procurar a Corregedoria da Polícia Militar”, relata.

A produção do Balanço Geral tentou falar com a família da namorada de Marlon, mas ninguém quis se pronunciar sobre o fato.

De acordo com a Secretaria Estadual de Segurança Pública e Defesa Social (Sesp), o suspeito Marlon Henrique Lima e Silva foi autuado em flagrante, por ameaça e cárcere privado.

Segundo a Polícia Civil, Marlon tem outras passagens em delegacias, por porte ilegal de armas, ameaça e tráfico de drogas. Após ser autuado, o jovem foi encaminhado ao Centro de Triagem de Viana. O caso continua sob investigação na Delegacia da Mulher, na Serra.

A namorada de Marlon, que teria sido mantida em cárcere privado, passou por um exame de corpo delito, onde foram constatadas lesões leves. 

Quanto às acusações sobre a atuação dos policiais militares, a Sesp orientou a família do acusado a procurar a Corregedoria da Polícia Militar e formalizar uma denúncia caso acredite que tenha havido excesso por parte dos policiais.

Entenda o caso

Marlon Henrique Lima, de 21 anos, suspeito de agredir e manter em cárcere privado a namorada, uma estudante de 21 anos, foi preso na última terça-feira (29), no bairro Colina de Laranjeiras, na Serra.

Para a polícia, a jovem disse que há nove dias foi para a casa do namorado. No dia seguinte, ela tentou ir embora, mas foi impedida pelo rapaz. Ela contou que o namorado a agredia com socos, mordidas e ainda lhe apontava um revólver calibre 38. 

Ainda de acordo com a jovem, há três dias as agressões ficaram mais intensas. Às 05 horas de terça feira (29), a estudante conseguiu pegar o celular do rapaz e fez uma ligação para a mãe, relatando toda a situação.

Segundo a polícia, a mãe da jovem só conseguiu chegar na casa do rapaz depois que um primo da família conseguiu o endereço. Por volta das 13 horas de terça-feira (29), a mãe da vítima foi ao local e também foi ameaçada pelo rapaz. Depois disso, ela resolveu ligar para o marido, que faz parte do Batalhão de Missões Especiais (BME).
 
Sete viaturas do BME foram até a residência do rapaz e montaram um cerco. Ele se entregou e foi encaminhado para o Plantão Especializado da Mulher, em Vitória, junto com a mãe e com um amigo, que segundo a polícia, aceitavam as agressões. Em depoimento à polícia, o jovem afirmou que não fez nenhuma ameaça e que agrediu a jovem porque descobriu que havia sido traído. Ainda segundo Marlon, a estudante foi até a casa dele para provar o quanto o amava.