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Advogado diz que vai pedir nulidade de depoimento de intermediador do assassinato de Milena

Polícia

Advogado diz que vai pedir nulidade de depoimento de intermediador do assassinato de Milena

Carlos Eduardo Lyrio alega que Valcir Silva Dias não estava acompanhado de um advogado no momento em que foi ouvido pela polícia

O advogado de defesa do lavrador Valcir Silva Dias, suspeito de intermediar o assassinato da médica Milena Gottardi Tonini Frasson, ocorrido no último dia 14, disse que vai entrar com pedido de nulidade do depoimento do seu cliente.

Carlos Eduardo Lyrio alega que Valcir não estava na presença de um advogado quando relatou para a polícia sobre a contratação de Dionathas Alves Vieira para matar Milena, à pedido do ex-marido da médica, o policial civil Hilário Antônio Fiorot Frasson.

O advogado se baseia na lei federal nº 13.245 de 2016, que diz que quando o suspeito é interrogado sem a presença do advogado, o conteúdo do depoimento pode ser anulado. Na prática, a medida significa pedir que a Justiça desconsidere tudo o que foi dito pelo lavrador à policia, no dia em que ele foi preso. O advogado, no entanto, ainda não tem data para apresentar o pedido.

"Vou esperar o Ministério Público, esperar o encerramento do inquérito, e assim que eu tiver acesso ao inquérito na sua totalidade, passo a analisar conforme o Ministério Público eventualmente entender qual seria a participação do meu cliente", frisou Lyrio.

Valcir foi preso no dia 21 de setembro, uma semana depois da morte de Milena. Para a polícia, Valcir confirmou que intermediou a contratação de Dionathas, apontado como o autor dos disparos que mataram a médica.

Em depoimento, Valcir afirmou que passou cerca de dois meses conversando com Hilário Frasson, suspeito de ser um dos mandantes do crime. Segundo o depoimento de Valcir, Hilário deixou claro que queria matar Milena e, por isso, o lavrador indicou Dionathas para a execução.

Valcir afirmou que, no dia do crime, chegou de carro ao Hospital das Clínicas, onde ocorreu o crime, junto com Hermenegildo Palauro Filho, o Judinho, por volta de 17h40. Dionathas teria chegado cerca de dez minutos depois, de moto. 

Ainda segundo o lavrador, eles esperaram Milena passar. Em seguida, Dionathas seguiu a vítima e Valcir e Judinho saíram do estacionamento e foram embora. Valcir afirmou que ouviu os disparos.

Versão

O advogado, no entanto, ressaltou que Valcir não mudou sua versão dos fatos. Preso, ele continua afirmando que participou da morte de Milena.

"Isso não o exime nem o redime perante a Justiça, perante a sociedade e perante Deus também. Mas ele assumiu o que ele fez", afirmou Lyrio.