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Lama Cirúrgica: 150 testemunhas devem ser ouvidas em audiência

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Polícia

Lama Cirúrgica: 150 testemunhas devem ser ouvidas em audiência

A operação investiga investiga empresas e profissionais responsáveis pela reutilização de materiais descartáveis em cirurgias ortopédicas

Foto: Reprodução TV Vitória

A audiência de instrução e julgamento do caso da Operação Lama Cirúrgica acontece nesta sexta-feira (07), na 4ª Vara Criminal da Serra. Mais de 150 testemunhas, entre acusação e defesa, foram intimadas. O início está previsto para às 9 horas.

A operação investiga investiga empresas e profissionais responsáveis pela reutilização de materiais descartáveis em cirurgias ortopédicas. Ao todo, nove pessoas já foram denunciadas por diversos crimes, como estelionato, falsificação e organização criminosa. Quatro deles são médicos, que respondem, entre outras coisas, por terem utilizado materiais cirúrgicos reprocessados em no mínimo 52 cirurgias, de acordo com o Ministério Público Estadual (MPES).

Dos médicos envolvidos, apenas Rodrigo Souza Soares continua preso. Ele é acusado de falsificar, corromper, adulterar ou alterar produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais e estelionato. Segundo informações da defesa do médico, provavelmente, ele comparecerá à audiência.

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A operação teve início em janeiro deste ano. Uma quadrilha que aplicava golpe na comercialização de materiais hospitalares foi desarticulada no Espírito Santo. Marcos Roberto Krollin, o sócio dele, Gustavo Deriz Chagas Stein e Thiago Wain foram detidos no dia 16 de janeiro por policiais do Núcleo de Repressão as Organizações Criminosas e a Corrupção (Nuroc).

A Operação Lama Cirúrgica investiga empresas e profissionais responsáveis pela reutilização de materiais descartáveis em cirurgias ortopédicas. A suspeita é de que pelo menos 52 pessoas tenham sido operadas com materiais que deveriam estar no lixo, apontou o Ministério Público Estadual.

O reprocessamento de produtos é proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Além de ser infração sanitária, a prática pode elevar os riscos de infecção ao paciente, bem como acarretar falhas na utilização do produto, perda de desempenho, retenção de corpo estranho, intoxicação, entre outros.

Em maio, a reportagem da Rede Vitória exibiu uma matéria exclusiva que mostrou que o médico Eduardo Araújo Ramalho, 35 anos, especialista em Ortopedia e Traumatologia e investigado na operação, continuava exercendo as funções no Hospital São Camilo, localizado em Aracruz, região Norte do Espírito Santo.

Segundo funcionários do hospital, o médico não faz mais parte do quadro clínico da unidade. No entanto, a reportagem da Rede Vitória apurou que ele segue atendendo em uma clínica particular na cidade.

O Conselho Regional de Medicina no Espírito Santo (CRM-ES) informou que está apurando os fatos, para verificar se há indícios de infração ao Código de Ética Médica. Como os procedimentos tramitam em sigilo, o Conselho disse não pode dar detalhes da apuração.