Um cerco ao Cerco

Metralhadora giratória

O vereador Max da Mata (PSDB) dispara a metralhadora giratória contra as ações da prefeitura de Vitória na área da segurança pública. Ao solicitar a reorganização da secretaria municipal, não poupou críticas da tribuna da Câmara de Vereadores. O foco foi o Cerco Inteligente de Segurança, mas as críticas não se restringiram a isso, colocando em xeque a política da prefeitura para o setor.

Eficiência

Max questionou a eficiência das ações, que, na opinião dele, padecem de melhor planejamento estratégico. Critica a situação dos coletes à prova de balas vencidos, a expiração de armamentos e de exames psicotécnicos, e denuncia falta de material de trabalho para a Guarda Municipal.

Cerco eletrônico

Sobrou até para o propalado cerco eletrônico, apontado pela gestão da capital como importante ferramenta para evitar e punir crimes. Segundo Max, o custo do sistema é oneroso, em detrimento do combate a roubos e homicídios. Diz que o cerco poderia ir “além dos furtos de veículos, que são foco exclusivo do sistema de monitoramento”, alfineta.

Custo

Max dá números à crítica ao cerco eletrônico. Diz ter feito levantamento no gabinete, o qual aponta um custo de R$ 10 mil para cada veículo recuperado. Ele se baseia no valor do contrato, de R$ 1,14 milhão, e nos 120 automóveis furtados que foram recuperados entre 2018 e 2019.

O que diz a PMV

Em nota, a prefeitura de Vitória diz que o Cerco Inteligente de Segurança reduziu em 50% todos os crimes, e que monitora veículos em busca de outros casos além de furtos e roubos. Deu como exemplo a prisão de um estuprador em Cariacica, a partir da identificação do carro.

Coletes

Quanto aos coletes vencidos, a prefeitura informa que o Município atendeu a um pedido dos próprios guardas municipais, de usar coletes mais finos e mais leves, o que ocasionou uma demora no fornecimento do material pelas empresas, mas em até 45 dias os novos coletes estarão disponíveis.

Armas

Já o fato de alguns deles trabalharem sem armas, segundo a nota da PMV, se dá em razão da reprovação do agente no exame psicológico, o que exige que ele faça nova prova. Nesse período, ainda segundo a prefeitura, o agente é realocado para funções que não exigem o uso do armamento.

Foto da coluna: Folha Vitória.

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