Vitória nas urnas: Gilson Daniel assume equipes de transição e emplaca candidatos

Prefeito por dois mandatos, a maior aprovação de gestão na Grande Vitória (86,8% segundo pesquisa Rede Vitória/ Futura divulgada em 21 de outubro) e ainda coordenador de duas equipes de transição na Grande Vitória: das prefeituras de Cariacica e de Vila Velha. Gilson Daniel (Podemos) aparece como um dos maiores vitoriosos da eleição municipal deste ano.

Ele conseguiu eleger o sucessor em Viana, Wanderson Bueno (Podemos) que teve 66,36% dos votos. Bancou o nome de Arnaldinho Borgo em Vila Velha e o levou para o Podemos, mesmo com resistência interna do partido no Estado. Acabou com vitória nas urnas. Faz parte do grupo que apoiou Euclério Sampaio (DEM) em Cariacica. E pelo menos até março continua presidindo a Associação dos Municípios do Espírito Santo (Amunes) em um ano que começou com enchentes no Sul do Estado e termina com uma pandemia que paralisou atividades e a economia como um todo. 

“A gente trabalha muito, em todas as áreas, com foco em resultado. Nada do que fazemos é sem planejamento, organização, que são as peças fundamentais para o sucesso em qualquer área, prefeitura, partido. Eleição a gente ganha, perde, mas abraçar uma candidatura como a do Arnaldinho, por exemplo, que ninguém acreditava e que sofreu muito ao longo do processo e ver o resultado é muito gratificante”, afirmou Gilson. 

Sobre as transições, Gilson Daniel citou as principais dificuldades que cada um deve ter daqui para frente. “Em Viana está muito tranquilo. A cidade está bastante arrumada e o Wanderson não está com nenhuma dificuldade. Já está trabalhando firme para chegar bem no início do mandato”, comentou. 

“Em Cariacica, o Euclério já quer chegar fazendo entregas à população e pela experiência que tenho na gestão e também por ter sido servidor de Cariacica, vejo que ele está certo nas prioridades. A cidade tem demanda de saúde forte. É a pauta principal de início de governo. É um ponto que vai ter que atuar com muita força, na atenção básica, aumento do número de médicos, os problemas do PA do trevo. Além disso tem a organização do início do governo, que não pode parar, como emissão de alvarás, IPTU, quem vai continuar na gestão, quem chega. Mas o desafio maior é da saúde”, disse o prefeito de Viana. 

“Em Vila Velha os desafios são parecidos. Na saúde, a pandemia tem deixado um número alto de mortes no município. Vamos focar na estruturação da saúde. Também precisamos ter atenção à limpeza urbana, o cuidado com a cidade, que é linda.  Tem o desafio de crescimento ordenado. Vila Velha é uma cidade grande, desenvolvida em poucas áreas. O prefeito também deve atacar a geração de emprego e renda além de querer fazer obras estruturantes. Ele vai precisar construir estações de bombeamento por causa das chuvas para reduzir os alagamentos. A orla precisa de melhorias. Com nossa experiência vamos trabalhar captação de recursos. Temos reuniões agendadas com a Caixa, com o senador Marcos do Val (Podemos) justamente para isso. O prefeito vai executar obras com o dinheiro que o município já conseguiu junto ao banco Fonplata (U$ 27,6 milhões, ou R$ 144 milhões na cotação desta segunda, 2). E também vamos executar a Parceria Público Privada (PPP) da iluminação pública”.  

Nas duas equipes de transição, Gilson Daniel é voluntário e comemora os resultados políticos de sucesso na eleição. 

“A gente tem muita humildade nesse sentido porque optou por projetos importantes para as cidades. Arnaldinho é novo, cheio de vontade, conhecimento, que vibra, quer fazer grande governo. Foi uma grande vitória em Vila Velha. Euclério disputou com 14 candidatos. Assumimos esse apoio porque vimos quem estava na concorrência. Ele tem uma expectativa muito grande de fazer uma boa gestão com respostas rápidas à população”. 

Partido do prefeito de Viana, o Podemos foi cirúrgico e fez dois prefeitos na Grande Vitória (Viana e Vila Velha), apoiou o prefeito vencedor em Cariacica, fez três vices (Cachoeiro, Jaguaré e Dores do Rio Preto) e 43 vereadores. Além disso tem um deputado estadual (Marcelo Santos) e um senador (Marcos do Val). 

Sobre os planos políticos, Gilson Daniel afirma que não deve assumir cargos nas prefeituras de forma imediata. “Até março estou presidente da Amunes. Sou servidor da UFES e em janeiro volto. Tenho uma boa relação com o governador, o considero meu amigo pessoal. Tenho um deserto de um ano e meio para passar até as eleições de 2022. Temos compromisso com o partido de fazer pelo menos um deputado federal e três estaduais. Vamos ver a partir de agora, quais os passos que vamos dar”. 

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