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Busca e apreensão de documentos na Odebrecht levou 16 horas

Política

Busca e apreensão de documentos na Odebrecht levou 16 horas

Brasília e São Paulo - A busca e apreensão no endereço da Odebrecht em São Paulo na sexta-feira, 19, durou 16 horas. A empresa foi alvo da 14ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Erga Omnes, com mandados de busca e apreensão e prisão de sete atuais e ex-executivos do empreiteira, entre eles o presidente Marcelo Odebrecht. Os policiais chegaram no prédio às 6 horas da manhã e deixaram a empresa às 22 horas carregados de documentos que foram levados a Curitiba (PR) para análise dos peritos.

Os investigadores não têm dúvidas de que a empreiteira participava do cartel que ganhava todas as obras na Petrobras mediante pagamento de propina a diretores, funcionários e partidos políticos. Conforme as investigações, a Odebrecht utilizava um mecanismo mais sofisticado para pagamento da comissão em contas no exterior. O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, um dos delatores do esquema, disse em depoimento que recebeu dinheiro de corrupção da Odebrecht em contas na Suíça.

Em nota, a PF informou nesta segunda-feira, 22, que já tem "presente todos os fundamentos para as medidas cautelares" contra os presos na 14ª fase da Lava Jato. Mas que antes dos indiciamentos, "é preciso analisar todo o material e definir a responsabilidade criminal de cada um. Antes disso, não é possível afirmar em quais crimes cada um dos investigados será ou não indiciado."

Na sexta-feira, quando a operação foi deflagrada, a Odebrecht confirmou em nota que a PF esteve em seus escritórios.