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Lutaríamos por qualquer governo eleito democraticamente, diz presidente da CUT-BA

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Política

Lutaríamos por qualquer governo eleito democraticamente, diz presidente da CUT-BA

Salvador - Cerca de 100 representantes de sindicatos participaram na manhã desta quinta-feira, 20, em Salvador, de um ato a favor da presidente Dilma Rousseff e da democracia, que teve início em frente ao Shopping da Bahia e foi até a sede da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), no Stiep, passando pela Avenida Tancredo Neves, centro comercial da cidade.

Segundo o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT-Bahia), Cedro Silva, a manifestação seguiu até a Fieb porque os participantes queriam convencer os empresários a não desistirem do País". "A manifestação é em prol da democracia, independente de partidos políticos. Nós estaríamos lutando por qualquer governo eleito democraticamente. Também protestamos contra Eduardo Cunha, por causa dos casos de corrupção e lavagem de dinheiro", disse ele.

O presidente da Central Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Aurino Silva, explica que o ato desta manhã foi uma espécie de convocação, para uma nova passeata que estava programada para acontecer ainda nesta quinta, no Centro da cidade."Esperamos mais de 5 mil trabalhadores pela tarde", completou.

Participaram do movimento trabalhadores ligados aos sindicatos dos Rodoviários Central, Sindicato dos Petroleiros da Bahia (Sindipetro), Trabalhadores em Limpeza do Estado da Bahia (Sindilimp-BA) e dos Químicos e Petroleiros da Bahia (Sindiquímica), além de outras associações e funcionários da Bahiagas, que estão em greve. Eles carregaram faixas com dizeres como "Em defesa da democracia, da agricultura familiar e da economia solidária" e "O semiárido diz não ao golpe".

Quando a manifestação chegou na avenida Tancredo Neves, alguns ocupantes de um prédio fizeram panelaço nas janelas, em oposição ao ato. Ao chegar na frente do posto Shell, um motorista - que não acompanhava a caminhada - criticou o motivo do protesto, irritando algum dos manifestantes. Um deles interpretou como uma provocação e jogou um objeto dentro do carro. Logo em seguida, o tumulto foi controlado pela polícia.

A passeata deixou o trânsito lento, principalmente na avenida Tancredo Neves, porém agentes da Superintendência de Trânsito do Salvador (Transalvador), estiveram no local organizando a situação. Por volta das 12h, os manifestantes chegaram na Fieb, onde foi encerrado o ato.

Aracaju

Em Aracaju, a passeata da Frente Sergipana Brasil Popular, que congrega cerca de 30 entidades, entre elas o Movimento dos Trabalhadores sem Terra (MST), teve concentração na praça General Valadão, no centro da capital. Os manifestantes seguem em direção ao Distrito Industrial de Aracaju (DIA), com discursos contra o presidente da Câmara da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), e em defesa da presidente Dilma Rousseff e da democracia.

Campinas

Em Campinas, o Psol, a Central Intersindical e o Sindicato dos Químicos romperam com a organização dos protestos de hoje à tarde. De acordo com o presidente do partido, Arlei Medeiros, a organização do ato tem cunho governista e defenderá a presidente Dilma (PT), o que vai contra as propostas do partido.

Os filiados ao Psol e demais associações vão para São Paulo participar do ato no Largo da Batata. "Os convocantes do ato em Campinas usam o nome do Psol, da Inter e do Sindicato dos Químicos (na convocação para os protestos) indevidamente", disse Medeiros.

O presidente informou que o rompimento aconteceu em uma reunião com os organizadores da manifestação no dia 11 de agosto. A assessoria de imprensa do Psol enviou hoje nota oficial em que informa que a organização do ato, em Campinas, foi "oportunista em divulgar nota com falso apoio do Psol Campinas, Central Intersindical e Sindicato dos Químicos Unificados". O coordenador adjunto da CUT, Carlos Fábio, e um dos organizadores do ato na cidade, disse ontem que o Psol estaria presente em Campinas. No entanto, Fábio confirmou hoje o rompimento. Ele disse ainda que o protesto não é governista e que a decisão do Psol foi política.