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Maia indica que só fará sessão para cassação de Cunha com quórum mínimo de 460

Política

Maia indica que só fará sessão para cassação de Cunha com quórum mínimo de 460

Brasília - O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), indicou nesta terça-feira, 16, que só dará prosseguimento à sessão plenária de votação da cassação do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), marcada para 12 de setembro, se houver pelo menos 460 parlamentares presentes. Segundo ele, a data marcada por ele vai ao encontro do desejo da sociedade, de encerrar o caso do peemedebista antes das eleições municipais.

"Vai ter quórum todos os dias", afirmou Maia, ao ser perguntado sobre se acredita que deputados comparecerão às sessões marcadas durante o período eleitoral. Questionado se mesmo no dia da votação da cassação de Cunha haverá quórum, respondeu: "460 (deputados)". "A data tem a racionalidade dela e corresponde ao que a sociedade espera, de encerrar antes do processo eleitoral", emendou o presidente da Câmara.

A oposição tem criticado Maia por ter marcado a votação da cassação para depois da conclusão do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, como deseja o Palácio do Planalto e a maior parte da base aliada do presidente em exercício Michel Temer. O temor é que Cunha retalie o governo após ser cassado e que isso acabe prejudicando o processo de impedimento de Dilma.

Opositores acusam Maia e o Planalto de estarem tentando ajudar o deputado afastado do PMDB. Para lideranças da Rede e PSOL, o presidente da Câmara marcou a votação para 12 de setembro, uma segunda-feira, para que não haja quórum e, com isso, a votação tenha de ser adiada para após as eleições, quando seria mais fácil deputados votarem abertamente a favor de Cunha, ou seja, contra sua cassação.

Como mostrou o Broadcast Político (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado) na semana passada, a bancada do PMDB articula para se ausentar no dia da votação. Segundo relatos de peemedebistas, mais da metade dos 66 deputados do partido podem faltar à sessão marcada para 12 de setembro, usando como desculpa a dedicação à campanha municipal. Ao faltarem, acabam ajudando o correligionário, uma vez que os opositores de Cunha é que precisam garantir os 257 votos pela cassação.