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Aprovação pela CMO de mudança na meta fiscal de 2015 traz segurança, diz Levy

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Política

Aprovação pela CMO de mudança na meta fiscal de 2015 traz segurança, diz Levy

Brasília - O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, comemorou a votação pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) do projeto de lei que altera a meta fiscal de 2015. Ele disse que a aprovação é positiva e traz segurança. "Conseguimos um passo importante para preparar um 2016 positivo", afirmou. "Reforça o sentimento de que o governo tem trabalhado na questão fiscal com transparência. É importante o governo seguir os passos previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal, que é o patrimônio brasileiro", completou.

Depois de ser cobrado pelo Partido dos Trabalhadores (PT) a apontar caminhos para o crescimento e deixar de falar apenas de ajuste fiscal, o ministro mudou o discurso e falou que é preciso focar no crescimento e se preparar para ter um ano positivo em 2016.

"Temos que ter em mente, estar focando que começa um novo ano e temos que estar preparados para ter um ano positivo", afirmou "As pessoas estão colocando o interesse do Brasil na frente e entendendo a importância de tomarmos aquelas medidas importantes para o PIB voltar a crescer e elevar empregos. Essa é a principal atividade para a gente fazer neste momento."

Levy falou após se reunir com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). O ministro conversou com Calheiros sobre a votação dos vetos da presidente Dilma Rousseff a projetos de grande impacto orçamentário, como o reajuste dos servidores do Judiciário, marcado para esta noite. Certamente há um crescente entendimento da importância da manutenção dos vetos. Esse é o primeiro passo para a gente evoluir", completou.

Segundo o ministro, a reunião tratou também do projeto de repatriação de recursos do exterior.

Pedaladas

Levy ressaltou que este é um ano atípico e, por isso, é "perfeitamente consistente" o pedido feito pelo governo de mudança da meta de 2015. Ele ressaltou que é preciso dar "conformidade fiscal" e encaminhamento financeiro para os pagamentos em atrasos - as chamadas pedaladas fiscais -, como os devidos ao BNDES e em relação ao Plano Safra. "Temos que fazer um esforço para pagar o Plano Safra ou estamos prejudicando o plano do ano que vem", disse.