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Caderno do Estado sobre Amazônia vence prêmio Direitos Humanos de Jornalismo 2015

Política

Caderno do Estado sobre Amazônia vence prêmio Direitos Humanos de Jornalismo 2015

Brasília - O jornal O Estado de S. Paulo venceu o Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo 2015, que distingue trabalhos de defesa da vida e denúncias de violações. O caderno especial "Favela Amazônia, um novo retrato da floresta" foi destacado na categoria reportagem. A premiação é concedida deste 1984 pelo Movimento de Justiça e Direitos Humanos, Ordem dos Advogados do Brasil, seção Rio Grande do Sul, e Associação dos Repórteres Fotográficos do Brasil.

Publicado em julho, o caderno premiado mostrou o avanço da urbanização na Amazônia, com o aumento da influência do tráfico de drogas e dos assassinatos. Uma investigação própria do jornal indicou que 37,4% dos moradores da Região Norte vivem sob em áreas de domínio de traficantes.

Com texto de Leonencio Nossa, e fotografia de Dida Sampaio, da sucursal de Brasília, o caderno conquistou também neste ano os prêmios Esso Regional Sudeste, atual ExxonMobil, e Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos.

Uma das entidades mais tradicionais do setor, o Movimento de Justiça e Direitos Humanos, com sede em Porto Alegre, é dirigido pelo historiador Jair Krischke, que nos anos de ditaduras nos países do Cone Sul foi responsável por salvar perseguidos políticos.

Em 1980, a entidade intermediou um encontro entre as Mães de Maio, da Argentina, e o Papa João Paulo II. No processo de redemocratização, o movimento atuou pela abertura da Assembleia Constituinte e pela defesa de excluídos no campo e na cidade.

O Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo reconheceu também na categoria reportagem as matérias "Refugiados - uma história", de Letícia Duarte, do Zero Hora, e "Minha Casa, Minha Sina", de Rafael Pinto Soares e Luan Marinatto, do Extra (segundo lugar) e "Geração Assassinada", de Carlos Ismael Severo Moreira, também do Zero Hora (terceira colocação). A solenidade de premiação está prevista para a noite do próximo dia 10, quando se comemora a Declaração Universal dos Direitos Humanos, no auditório da OAB em Porto Alegre.