A Psicanálise na prevenção ao suicídio

O mês de setembro chega ao fim nessa semana. Ele foi dedicado à campanha de prevenção ao suicídio. Governos federal, estadual e municipal, além dos meios de comunicação, trouxeram o debate sobre essa questão tão importante no mundo e no Brasil. O jornal online Folha Vitória, na editoria de saúde, publicou várias matérias relevantes sobre o tema e o blog Mente Sã encerra o Setembro Amarelo com mais uma contribuição.

No nosso último artigo falamos sobre os índices de suicídio, como agir com pessoas que apresentam sinais de comportamentos suicidas e os mitos em torno dele. Hoje, quero abordar o papel fundamental da Psicanálise no cuidado das pessoas que passam por sentimentos conflituosos e de muita dor com pensamentos que podem levá-las a tirar a própria vida.

A psicanálise é um método interpretativo e de investigação teórica da psique humana. Ela foi criada no final século XIX, em Viena, pelo médico neurologista Sigmund Freud. O profissional que trabalha com a Psicanálise é o Psicanalista, também chamado de Analista.

O psicanalista acolhe o paciente em seu consultório e o ajuda a interpretar as questões que o aflige. Através do método e de questionamentos, a Psicanálise leva a pessoa a refletir e despertar um novo olhar sobre situações, relações e os mais diversos aspectos da sua vida que geram sofrimento e dor.

Estudos comprovam que a Psicanálise pode ajudar no tratamento da depressão e contribuir para que novos casos de suicídio não ocorram. A partir de uma escuta atenta e acolhedora de um psicanalista, pode-se alcançar as dores, aflições e angústias inconscientes e através da fala do sujeito trazê-las para a consciência com o objetivo de que ele as reconheça, identifique os motivos e razões que o levam a nutrir esses pensamentos e a sua pulsão de morte.

É nesse momento que a Psicanálise serve como auxílio para fortalecer o outro, trazendo alternativas reais de lidar com o sofrimento e superá-lo, resgatando dessa forma o desejo pela vida, seus sonhos e idealizações.

Por isso, caro leitor, busque um profissional. O psicanalista está aqui para te acolher e te ouvir. Sempre!

Fim do mês, não do debate

O Setembro Amarelo chega ao fim, mas não o assunto, que deverá ser pauta de discussão constate em todos os espaços da sociedade. É necessário abordar o suicídio em todas as instâncias: governamentais, na saúde, na imprensa e até entre amigos e na família. Tratar o tema como um tabu não faz mais sentido diante dos números alarmantes no Brasil e no mundo, e pelo fato de atingir pessoas cada vez mais jovens.

Fonte: HERRMAN, Fabio. O que é psicanálise: para iniciantes ou não… 14. ed. São Paulo: Blucher, 2015.

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