A angústia provocada pelas eleições

Neste domingo, 29 de novembro, nas cidades onde há segundo turno, vamos mais uma vez exercer a nossa cidadania por meio do voto. Vamos escolher o candidato que seja capaz de representar a nossa cidade e garantir o bem-estar da população. Um ato que efetuamos desde que o Brasil se tornou uma democracia tem sido angustiante nos últimos anos, especificamente, desde as eleições presidenciais em 2018.

O clima de tensão e a polarização que se estabeleceu no cenário político nacional levou muita gente a recorrer ao divã, ou seja, a buscar ajuda dos psicanalistas. Após o resultado, a frequência das pessoas nos consultórios dedicados à saúde mental manteve-se alta.

Esse espectro não se alterou em 2020. Somadas à pandemia, as eleições municipais geram angústia no eleitor. A incerteza do futuro e, em algumas cidades, o receio do desconhecido despertam sentimentos como medo, insegurança, raiva, tristeza e ansiedade – o que podemos classificar psicanaliticamente como sofrimento mental. Em alguns casos, o dano mental se manifesta no corpo, com sintomas como alteração do humor e insônia.

Os sentimentos de incerteza sobre os resultados eleitorais, a exposição contínua ao noticiário e às redes sociais, a divisão entre os grupos com opiniões contrárias, a presunção de que ações negativas ocorrerão com um resultado ou outro, prevendo possibilidades que nem sempre serão confirmadas, podem, sim, ser estressantes.

ANGÚSTIA ELEITORAL

Para superar a angústia eleitoral e sairmos de casa a caminho das urnas nesse domingo, sugiro um “detox digital” – não acompanhar notícias e posts sobre o assunto e limitar as discussões relacionadas à política. Isso vale, claro, para você que com certeza está bem informado sobre os candidatos, acompanhou os debates e as campanhas.

É importante ressaltar que a escolha é individual e legítima. Vote segundo os seus ideais e com a consciência que não temos controle sobre a ação dos outros e do candidato que será eleito, mas, ao irmos às urnas, fazemos a nossa parte e contribuímos, também, para uma eleição mais justa e uma sociedade melhor.

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