Saúde mental: As empresas estão adoecendo!

Diante do que vivemos nos últimos 24 meses, já podemos considerar que o pior já passou.

Mas isso não quer dizer que estamos com tudo em ordem. Como acontecem depois de grandes mudanças, chegou o tempo de olhar para questões menos importantes durante o auge da pandemia onde a prioridade era a saúde física, para considerarmos a saúde mental, que comprovadamente pode se tornar um problema tão grave ou mais grave que o primeiro.

Nós ainda estamos vivendo um período de pandemia e isso favoreceu o crescimento de doenças psicológicas, embora seja um assunto já debatido nas salas de RH, com a pandemia e todas as consequências envolvidas como o risco do desemprego, o medo de ficar doente, perder pessoas próximas… enfim, tudo isso ampliou a discussão sobre a questão mental, que se refletem na sociedade e nas organizações.

Nas organizações podemos perceber um aumento em diagnósticos ligados a síndrome de burnout, ansiedade e depressão. O Brasil ele está no ranking dos países que mais consomem ansiolíticos e antidepressivos, o número de afastamentos por causas ligadas a saúde mental tem sido crescente nas organizações.

As organizações por sua vez passam a construir programas de saúde mental, como forma de contornar a situação e construir organizações mais sadias.

As organizações que estão mais atentas ao bem estar dos colaboradores, criando espaços para conversar sobre isso. Um grande ganho, pois, durante muito tempo a gente não falava sobre a saúde mental no ambiente de trabalho.

Antes as empresas diziam “deixe o problema em casa” hoje em dia as organizações dizem “traga para cá porque a gente quer entender como pode te ajudar”, então esse ambiente onde as pessoas podem falar abertamente sobre o que sentem, podem expor o seu ponto de vista e suas percepções sobre temas relevantes ajudam a construção de um lugar que favorece a saúde mental dos colaboradores.

Algumas organizações tem disponibilizado durante o expediente profissionais da área de psicologia, outras tem oferecido workshops para falar sobre saúde mental.

O mais importante é que a saúde mental deixe de ser tabu, pois durante muito tempo as pessoas não verbalizavam porque tinham medo de como seriam julgadas.

E a organização passou a apoiar também o colaborador, que passa por burnout, crise de ansiedade ou depressão.

Importante e cada vez mais claro para todos, quem tem botão é máquina, nós não conseguimos simplesmente “desligar” uma emoção, por isso é tão importante que a empresa se coloque nesta posição de suporte deixando claro que “se você tem uma questão, a gente está aqui para ajudar”. Isso acaba sendo um papel social das organizações.

Este é um espaço construído que acredito que não se fecha mais, daqui para frente a gente passa cada vez mais a falar sobre as emoções no ambiente de trabalho.

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