Buscando Produtividade e Resultados Classe Mundial?

ENTENDENDO O LEAN

O mundo atual nos exige novas e importantes reflexões e ações a respeito das nossas competências e produção de resultados, ou seja, resumido: sair da filosofia e partir para a prática, para os resultados.

A metodologia Lean nos leva a um patamar superior de análises e decisões cruciais para a nossa empresa. O texto a seguir é parte do livro LEAN PARA LEIGOS , Alta Book Editores, 2015 com lean para leigosconteúdo de altíssima qualidade. Vamos ao texto básico das definições e aplicações:

Para entender como aplicar o Lean em qualquer organização, você deve conhecer os conceitos básicos: os princípios, as definições de valor e desperdício, como liderar efetivamente e como definir e melhorar o fluxo de valor. Você também deve estar ciente de como um líder Lean pensa e age.

O que é o Lean?

Lean é uma metodologia centrada no cliente usada para melhorar continuamente qualquer processo através da eliminação de desperdício em tudo o que se faz. Ele se baseia nas ideias de “Melhoramento Incremental Contínuo” e “Respeito pelas Pessoas”.

Foco nos fundamentos

Os princípios básicos de Lean são:

  • Focar na entrega efetiva de valor ao Cliente.
  • Respeitar e engajar as pessoas.
  • Melhorar o Fluxo de Valor por meio da eliminação de todos os tipos de desperdício.
  • Manter o Fluxo.
  • Introduzir através do sistema.
  • Buscar a Perfeição.

Se o cliente diz a você o que ele valoriza

Seu cliente define valor e valor não agregado com base na três condições seguintes:

  • Você deve transformar o produto ou serviço.
  • O cliente deve estar disposto a “pagar” por aquilo.
  • O produto ou serviço deve ser feito de forma certa desde a primeira vez. (como dizia Deming)

Se você não atende a esses três critérios, então tem atividades sem valor agregado ou desperdício.

O que é “desperdício” afinal?

O desperdício vem em três formas:

  • Mura ou desperdício por irregularidade.
  • Muri ou desperdício por sobrecarga ou estresse de pessoas, equipamentos ou sistemas.
  • Muda, também conhecida como as “sete formas de desperdício”. (veja post específico sobre o assunto aqui no nosso Gestão & Resultados)

A seguir estão os desperdícios mais comumente associados ao Lean:

  • Transporte: Existe uma movimentação desnecessária (sem valor agregado) de peças, materiais ou informação entre processos?
  • Espera: Pessoas, peças, sistemas ou instalações estão ociosos – esperando até que um ciclo de trabalho seja completado?
  • Superprodução: Você está produzindo mais cedo, mais rápido ou em maior quantidade de que o cliente está demandando?
  • Defeitos: O processo resulta em qualquer coisa que o cliente consideraria inaceitável?
  • Estoque: Você tem matéria prima, produtos em elaboração (WIP), ou bens acabados que não estão tendo valor agregado a eles?
  • Movimento: O quanto você move materiais, pessoas, equipamento e bem dentro de um passo de processo?
  • Processamento extra: Quanto de trabalho extra é executado além do padrão exigido pelo cliente?

Às vezes você também verá “o desengajamento de pessoas” identificado como uma forma de muda (desperdício).

EINSTEIN IDEIAComportamentos de um Líder Lean

Os líderes Lean exigem efetivamente os seguintes comportamentos diariamente. Eles sabem como o negócio serve ao cliente por:

  • Entender o que cliente quer, precisa e valoriza, ou o que irá impressioná-lo.
  • Saber como o negócio satisfaz o cliente.
  • Melhorar a eficácia de como o negócio satisfaz o cliente.

Eles capacitam as pessoas ao:

  • Guiar a resolução de problemas – raiz do problema, problema verto, recursos certos.
  • Liderar a partir do gemba, aplicar o 3Gen.
  • Fazer perguntas abertas e sondagens.

Eles demonstram uma mentalidade de melhoramento contínuo por:

  • Desafiar continuamente o status quo.
  • Saber que existe sempre espaço para melhorias.
  • Entender que o cliente muda – o que hoje atrai amanhã é uma necessidade.

Eles focam no processo e nos resultados por:

  • Obter resultados.
  • Garantir que o modo como os resultados são alcançados é a utilização mais efetiva de todos os recursos em direção ao estado ideal.
  • Melhorar o modo como a organização obtém resultados.

Eles demonstram um entendimento do fluxo de valor em nível micro e macro por:

  • Saber o que o cliente exige e como o fluxo de valor o satisfaz.
  • Ter conhecimento de todo o fluxo de valor, incluindo os afluentes.
  • Fazer perguntas onde as mudanças são feitas em nível local para garantir que a equipe entenda como a mudança impactará o cliente e o resto do fluxo de valor.

Ashampoo_Snap_2017.01.20_09h32m41s_001_No final, tudo deve resultar em melhores níveis de produtividade e competitividade.

O Relatório CNI 2016 sobre a Posição Competitiva dos 18 países selecionados (Argentina, Espanha, Peru, México, Canadá, Turquia, Tailândia, Rússia, Polônia, Índia, Colombia, Chile, Coréia do Sul, Austrália, China, Indonésia e África do Sul, além do Brasil) se mostra preocupante mais uma vez desde que a pesquisa é feita sob encomenda da CNI.

Não basta sermos competitivos a partir de métodos e técnicas de alta resolutividade – é preciso que o ambiente favoreça o atingimento dos resultados pretendidos – aqui no gráfico são analisados 9 fatores e 1 da classificação geral – Pasmem, de novo, ficamos no penúltimo lugar da pesquisa. Veja no quadro ao lado.

Mais informações no www.cni.org.br

Estes e outros assuntos da competitividade de empresas e organizações altamente comprometidas com resultados são tratados no curso de pós graduação em Engenharia de Processo que no momento está sendo desenvolvido na modalidade “In Company” para a WEG Motores de Linhares ES.

Querendo saber mais sobre as técnicas, método e projetos fale conosco no [email protected]

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