As Sete Doenças Mortais da Gestão – Dr. Deming

Embora se possa dizer que os 14 Pontos para Gestão expressam de forma concreta a filosofia de gerenciamento transformacional do Dr. Deming, suas Sete Doenças Mortais da Gestão descrevem as barreiras mais sérias que a administração enfrenta para melhorar a eficácia e a melhoria contínua.

No terceiro capítulo do seu famoso livro “Out of the Crisis”, intitulado “Doenças e Obstáculos”, o Dr. Deming explora, em grande detalhe, as doenças listadas abaixo:

1) Falta de constância de propósito.

Para Deming, as organizações deveriam assumir o propósito da melhoria contínua como um parâmetro de operação. Isso resultaria em melhorias no curto e longo prazo. Para ele, desviar o foco desta melhoria, era a primeira doença de uma organização na implementação de sua filosofia de trabalho.

2) Dar demasiado ênfase no curto prazo.

Organizações que querem apenas que seus números pareçam bonitos rapidamente caem em diversas armadilhas que vão prejudicar o sistema no longo prazo. Exemplos disso são cortes dramáticos nos orçamentos de pesquisa e desenvolvimento e treinamento de funcionários.

3) Avaliação de resultados individuais.

Quando foca-se em avaliar excessivamente os resultados dos funcionários está se priorizando resultados a curto prazo. Além disso, esta prática cria sentimento de rivalidade e medo entre os colaboradores, o que é extremamente danoso para um bom trabalho em equipe.

4) Mobilidade excessiva da gerencia.

Deming acreditava que quando as pessoas que ocupavam cargos de gerencia mudavam muito de cargos, vários prejuízos eram infringidos à empresa. Os responsáveis passavam pouco tempo em suas funções e acabavam tomando decisões importantes sem ter pleno entendimento sobre a realidade diária daquela organização.

5) Foco da organização apenas em problemas tangíveis.

Quando uma organização foca seus esforços em pontos como “número de defeitos”, “lucros semestrais” ou “reclamações do cliente” acaba-se negligenciando aspectos menos tangíveis e mais importantes. Estes aspectos, como treinamento dos funcionários ou comprometimento com a cultura de melhoria, são os diferenciais para o sucesso a longo prazo.

6) Gastos médicos excessivos.

O que se gastava com seguro de saúde para os funcionários na época de Deming era ao seu ver um problema muito importante. Estimava-se que os carros americanos custassem U$ 1.000,00 a mais do que os japoneses apenas por estes casos. Ainda hoje, muitas empresas gastam fortunas para se pagar ações trabalhistas por acidentes de trabalho que poderiam ser evitados.

7) Gastos excessivos com despesas jurídicas.

Ampliando um pouco o conceito da doença anterior, Deming acreditava que além de questões trabalhistas, outras questões jurídicas (como processos por falta de adequação a normas) tomassem demasiados recursos das organizações.

Um pouco sobre Deming – Wikipedia

William Edwards Deming (Sioux City, 14 de outubro de 1900 — Washington, DC, 20 de dezembro de 1993) foi um estatístico, professor universitário, autor, palestrante e consultor estadunidense.

Deming é amplamente reconhecido pela melhoria dos processos produtivos nos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial, sendo porém mais conhecido pelo seu trabalho no Japão. Lá, a partir de 1950, ele ensinou altos executivos como melhorar projeto, qualidade de produto, teste e vendas (este último por meio dos mercados globais) através de vários métodos, incluindo a aplicação de métodos estatísticos como a análise de variantes e teste de hipóteses.

Deming fez contribuições significativas para o Japão tornar-se notório pela fabricação de produtos inovadores de alta qualidade. Deming é considerado o estrangeiro que gerou o maior impacto sobre a indústria e a economia japonesa no século XX.

Fontes: Out of the Crisis (pp. 97-98), Deming, W.E. e Deming Institute , Escola EDTI

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