10 jun 2013

Rede Vitória promove seminário para discutir a logística no Espírito Santo

Publicado às 18:25 | Postado por Folha Vitória

O seminário “Logística é a Solução: Os caminhos do Brasil e do Mundo passam pelos Portos do Espírito Santo”, acontece na próxima terça-feira (11), no Centro de Convenções de Vitória. O evento começa às 8h30 e tem o objetivo de discutir desafios e propostas para o Estado.

A abertura será feita pelo presidente do Grupo Buaiz, Americo Buaiz Filho. Logo em seguida, o governador do Estado, Renato Casagrande, e o presidente da Codesa, Clóvis Lacosque, falarão sobre o assunto. O seminário também contará com uma palestra do presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo.

Para finalizar, o evento terá uma mesa redonda composta pelos prefeitos da Grande Vitória, pelo secretário Estadual de Desenvolvimento Econômico, Nery Vicente Milani De Rossi, pelo secretário Estadual de Transportes e Obras Públicas, Fábio Damasceno, e pelo presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo.

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10 jun 2013

Reconstruir a infraestrutura de transportes do ES é o desafio de secretário

Publicado às 11:13 | Postado por Folha Vitória

Articular a reconstrução da infraestrutura de transportes do Estado, combinando investimentos públicos e privados. Esse é o maior desafio do Secretário de Estado dos Transportes e Obras Públicas, Fábio Damasceno. Engenheiro civil e Mestre em Transportes, Damasceno tem a responsabilidade de coordenar principalmente as obras realizados pelo Governo do Estado, uma parte importante do Proedes Integração Logística, o programa estadual de desenvolvimento logístico que pretende aumentar a competividade do Estado.

A chave do planejamento está na criação de eixos e corredores logísticos, que vão integrar todas as microrregiões do Estado, de forma que seja possível que qualquer empresa ou produtor rural alcance, com facilidade e segurança, o mercado nacional e internacional. Para isso, o governo traçou uma malha rodoviária estadual que vai garantir acesso a rodovias federais, portos e aeroportos regionais. O Secretário explica, nesta entrevista à Rede Vitória, porque a logística virou prioridade para o governo do Estado.

FV – O governo anunciou recentemente um grande plano estratégico para o desenvolvimento da infraestrutura logística do Estado. Por que a Logística se tornou uma prioridade?

FD – A logística é um grande entrave para o Espírito SAnto e para o Brasil e nós precisamos correr atrás, porque foram muitos anos sem investimentos. Nós precisamos recuperar o tempo perdido. E isso é possível porque, com a liderança do governador Renato Casagrande, primeiro fizemos uma reorganização administrativa e, agora, podemos partir para esse plano de desenvolvimento logístico. Nós sabemos que isso pode alavancar a economia do Estado e trazer desenvolvimento, muito além da faixa litorânea, mas também descentralizando o desenvolvimento econômico. Acreditamos que esse plano vai beneficiar não só as empresas ligadas ao comércio exterior, mas todas os setores produtivos do Espírito Santo.

FV – Logística e mobilidade sempre foram questões muito dependentes do governo federal, principalmente por conta dos altos custos. Como exemplo, podemos citar as BR-101 e 262, cujas obras sempre se arrastaram, e o aeroporto de Vitória. Como o Estado pretende entrar nesse campo e obter resultados diferentes do que foi feito até agora?

FD – O Estado precisa se reinventar e correr atrás do prejuízo. Não podemos ficar só reclamando. E a forma que encontramos de retomar a controle sobre nosso destino é investir. De um lado, estamos procurando o governo federal e nos articulando para obter os investimentos necessários naquilo que compete ao governo federal. Isso nós estamos conseguindo. A concessão da BR-101, a duplicação da BR-262 e a retomada das obras do aeroporto de Vitória são exemplos dessa articulação bem sucedida. Mas nós precisamos de mais e, por isso, o governo do Estado também vai investir e apoiar o governo federal.

FV – Como o Estado pode apoiar esses empreendimentos?

FD – Nós podemos, no caso dos portos, por exemplo, ajudar na agilização das licenças ambientais. Não se trata de desrespeitar a lei nem deixar de cobrar nada, porque nosso desenvolvimento tem que ser sustentável, mas temos como agilizar a tramitação. Na ferrovia, podemos ajudar no estudo do traçado e apoiar as análises de áreas para desapropriação. Podemos fomentar o uso dessa ferrovia e estimular os empresários, criando estradas estaduais para que a carga chegue até a ferrovia. Na questão aeroportuária, temos os aeroportos regionais, que vão ampliar a demanda. Enfim, o Estado tem esse papel de não só criar infraestrutura, mas também de articular todos os atores envolvidos nesse processo para ganharmos eficiência. Nós temos um potencial muito grande.

FV – Que potencial é esse?

FD – O Espírito Santo já tem uma malha rodoviária grande e muito interessante. O que pretendemos é melhorá-la e interligar regiões, de forma a facilitar a conexão entre todas as regiões do estado, garantindo acesso a todos os modais. Nosso papel, como disse, é articular os investimentos federais, estaduais e privados para garantirmos uma ampla cobertura logística que alcance todas as regiões do Estado.

FV – E quanto à ferrovia? Existe possibilidade real de ligação de Vitória ao Rio de Janeiro por uma nova ferrovia?

FD – Na verdade, esse projeto ferroviário vai muito além de ligar Vitória ao Rio de Janeiro. Nós estamos batalhando pela construção da EF354, para ligar Vitória ao Centro-Oeste brasileiro e, consequentemente, no futuro, cortar a América do Sul. Nós estamos conversando com a EPL, a empresa de logística do governo federal, e estamos reivindicando algumas ligações e alguns ramais que achamos interessantes. Acredito que até o fim do ano tenhamos boas notícias em relação a esse projeto e estaremos conectando os portos capixabas ao Centro-Oeste do Brasil.

FV – Pelo que foi desenhado no Proedes Integração Logística, o Estado passaria a contar com quatro aeroportos regionais, oito novos portos e uma reformulação completa da malha rodoviária estadual. Isso é suficiente para transforma o Espírito Santo no Estado mais competitivo do Brasil, como deseja o governador Casagrande?

FD – Isso é o suficiente para sair da nossa inércia e começar a transformar o Espírito Santo. Nesse primeiro momento nós temos oito portos e, pela primeira vez, as rodovias chegando antes dos portos. Nós estamos adiantando a infraestrutura para atrair e viabilizar esses portos, que são em sua maioria empreendimentos privados. São quase dois mil quilômetros de rodovias que vão interligar todas as regiões do Estado. Em nosso conceitos de eixos logísticos, nenhuma região ficará isolada ou dependente de um único modal. A soma de todos os investimentos que estão sendo feitos, do governo federal, do governo do Estado e privados, é suficiente para um primeiro momento. Claro que nós queremos sempre mais e devemos continuar a investir no futuro. Essa integração modal vai  mostrar a força e a competência do Espírito Santo e criar as bases para novos investimentos no futuro.

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8 jun 2013

Investimento de R$ 500 milhões na ampliação do Porto de Vitória

Publicado às 15:24 | Postado por Folha Vitória

“Um novo porto de Vitória está nascendo”. A frase, mistura de otimismo e orgulho, é a resposta do Superintendente Geral do Porto de Vitória, Eduardo Prata, a quem questiona a aplicação de quase R$ 500 milhões na ampliação do Porto de Vitória. “Há mais de 30 anos que não ocorria um investimento dessa monta”, completa Prata, que afirma que a infraestrutura do porto vai trazer novas funções, características e abrir oportunidades de negócio.

A principal e mais esperada intervenção é a dragagem e derrocagem do canal de acesso ao porto, que vai permitir ampliar o calado do Porto de Viória e garantir uma sobrevida de pelo menos 20 anos. “E ainda temos a cadeia de óleo e gás, que garante que o Porto de Vitória seja útil e competitivo pelos próximos 50 anos”, completa Eduardo Prata. O executivo, que está envolvido diretamente na ampliação, explica que o Porto, que existe formalmente há 107 anos, é um grande laboratório de logística. “Todas as grandes operações de exportação do Espírito Santo começaram aqui. Ninguém pode abrir mão de um ativo como esse”.

Eduardo Prata concedeu uma entrevista exclusiva à Rede Vitória, onde explica melhor os caminhos do Porto de Vitória e o planejamento para o futuro do terminal.

FV – Que mudanças estão sendo feitas no Porto, para justificar um investimento tão alto?
EP -
Há mais de trinta anos que não tínhamos um investimento dessa monta. Nós estamos investindo R$ 500 milhões na infraestrutura do Porto. Então, é um novo Porto de Vitória, com novas características, funções e um novo potencial.

FV – Que características são essas?
EP -
A principal mudança é o aprofundamento do cais. O nosso canal de acesso hoje tem uma limitação na largura. A menor largura no nosso canal, o ponto mais estreito, fica na altura do Penedo e tem 75 metros. Nós estamos fazendo um trabalho de dragagem e derrocagem que vai colocar nosso canal com uma largura mínima de 120 metros e profundidade de 14,5 metros. Hoje, a profundidade é de 10,5. Isso libera a entrada de navios com 12,5 metros de calado. O maior navio a entrar hoje em Vitória tem 10,5 metros de calado. Isso significa que o maior navio a entrar aqui carrega, no máximo, 35 a 40 mil toneladas. Com essa obra de dragagem e derrocagem, o porto passará a receber navios de 70 mil toneladas. Isso é uma mudança radical no porto.

FV – Mas há obras também em terra. Obras que, inclusive, reduziram bastante a movimentação de cargas no Cais Comercial de Vitória.
EP -
Nós estamos investindo muito também na estrutura em terra. O cais comercial foi ampliado em direção ao mar, ganhando mais 21 metros de largura. Agora nós temos 41 metros de plataforma. Os berços tinham 7,5 m de calado e o maior navio a atracar no cais comercial de Vitória transportava 15 mil toneladas. Com a dragagem, derrocagem e o novo berço, o cais comercial de Vitória vai poder receber navios de 70 mil toneladas. Quando estas obras estiverem concluídas, em dezembro, o porto vai passar de oito milhões de toneladas de capacidade para 13 milhões de toneladas por ano. Isso significa custos mais baixos para os operadores, aumento da movimentação comercial e da arrecadação. Essa obra vai beneficiar a economia capixaba.

FV – Hoje se fala na construção de um Porto de Águas Profundas no Estado. O Porto de Vitória não está obsoleto? Mesmo com navios de 70 mil toneladas, o terminal não continuará pouco competitivo?
EP -
Ao contrário, o Porto de Vitória é um ativo econômico para o Espírito Santo e vai continuar sendo. O Porto de Vitória é um grande laboratório de logística. Tudo começou aqui no Porto de Vitória. O minério começou aqui, o carvão começou aqui. Assim como a celulose e a soja. A medida em que a movimentação de cada produto foi aumentando e os navios foram ficando maiores, esses produtos migraram para terminais especializados. O minério, por exemplo, começou sendo exportado pelo terminal de Atalaia. Nós chegamos a movimentar 10 milhões de toneladas de minério por ano. Hoje, Tubarão movimenta 110 milhões. O maior navio de minério que entrava aqui transportava 30 mil toneladas. Hoje, um Valemax transporta 400 mil toneladas. Essa é a função do porto público.

FV – Esse investimento de R$ 500 milhões terá retorno?
EP -
Claro que sim. O primeiro argumento para provar o que estou dizendo é o déficit de berços em todo o país. O Brasil precisa hoje de pelo menos mais 500 berços. Isso porque o PIB está crescendo pouco. Se o PIB estivesse avançando em ritmo mais forte, nós estaríamos no caos. O que estamos fazendo aqui é otimizar uma instalação velha para dar suporte Às demandas que estão aí. Nós poderemos atender navios de 70 mil toneladas, o que significa uma sobrevida para o Porto de Vitória de pelo menos 20 anos. Esse é o tempo que precisamos até construir o porto de águas profundas, que vai levar no mínimo 7 anos para ser construído.

FV – E quando o Porto de Águas Profundas sair do papel, o porto de Vitória perderia importância?
EP -
O porto nasce, cresce e se desenvolve acompanhando a economia. Hoje, o Porto de Vitória recebe 3.400 atracações por ano. Desse total, em média, temos 2.200 navios de supply. Esse é um novo nicho que começamos a explorar há 10 anos e que ainda vai movimentar a economia capixaba pelos próximos 50 anos. Eu digo movimentar porque esses navios de supply e suas tripulações demandam hospedagem, alimentação, aeroporto, universidades, tecnologia, material de valor agregado. As atividades de supply são um novo negócio, que ainda vai durar muito tempo.

FV – Como conciliar esse aumento de movimentação no Porto com os interesses da cidade. O porto está estrangulado pela cidade, que também sofre com a movimentação de carretas pelo Centro da Capital. É possível reconciliar o porto e a cidade?
EP -
É curioso isso. Vitória cresceu de costas para o porto. O que estamos buscando agora é uma revitalização dessa área e a reconciliação da cidade com o porto. Para isso, estamos elaborando um projeto, em parceria com o governo do Estado, para ceder parte da área do porto para a implantação do BRT. Nós estamos em negociação, mas provavelmente vamos ceder uma faixa de seis metros para circulação do BRT e os armazéns 1, 2 e 3 seriam transformados em estações do BRT. O porto e a cidade se complementam. Sem o porto, Vitória perderia milhares de empregos. Cada tonelada descarregada aqui deixa cerca de US$ 150 na cidade, por meio de produtos e serviços adquiridos aqui. Quando um navio chega, com 30, 40 mil toneladas, é como se uma pequena indústria fosse instalada na cidade. Nenhum município pode abrir mão desse recurso.

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7 jun 2013

Portos Secos impulsionam a atividade econômica do Espírito Santo

Publicado às 21:14 | Postado por Folha Vitória

Contêineres, equipamentos, veículos que chegam de diversas partes do mundo. Movimentação monitorada pela Receita Federal e pela Alfândega. Uma operação típica de um porto, só que bem longe do mar. Os portos secos, que no passado eram chamados de estações aduaneiras do interior, foram a solução encontrada pelo Governo Federal para desafogar os portos brasileiros. Quem não se lembra dos pátios lotados de veículos importados, ao longo da Rodovia do Contorno?

As longas filas de máquinas e veículos são uma cena comum para quem passa diariamente pela Rodovia do Contorno. Nos portos secos, os carros aguardam a liberação da Alfândega, antes de seguir para o mercado consumir. Mas, no último ano, o setor vive uma redução de cerca de 60% no volume de cargas. A cena do pátio vazio, que antes era impensada, hoje se tornou comum. Ela é resultado da perda de competitividade e dos gargalos na infraestrutura nos portos do Espírito Santo.

“Com certeza, a eficiência logística, todo o conhecimento dos nossos funcionários, eram perfeitos. Nós sempre fomos muito eficientes. Continuamos assim e os outros portos não são tão eficientes. A diferença é que isso tem custo. E nós sabemos que, na hora de vender o produto final, R$ 0,50 fazem a diferença”, explicou a diretora presidente da Silotec, Renata Campos.

O fim do Fundap e os altos custos no transporte completam os fatores que reduziram a competitividade do Estado. Uma situação que a Codesa afirma que será revertida em breve. A expectativa é de que, até o fim do ano, a demanda por retroáreas e pelos portos secos deve aumentar significativamente. Reflexo das melhorias no cais comercial de Vitória e do aumento do calado do terminal.

Mas a integração do cais comercial com os portos secos depende de um bom acesso rodoviário em Vitória e em Vila Velha. “O elo principal para que os dois segmentos possam funcionar bem é justamente o acesso. Você precisa ter um acesso, de preferência mais exclusivo, para que todos esses caminhões possam trafegar. Isso vai facilitar e dar uma eficiência maior, tanto na atividade do porto seco, como na atividade do Porto de Vitória”, argumentou o diretor de infraestrutura e logística da Codesa, Hugo Amboss Merçon.

Espremido entre o mar e a cidade, o Porto de Vitória sofre com restrições de horário para o acesso de caminhões. Entre 7h e 9 horas e das 17h às 19 horas, quando o fluxo de veículos é maior, os caminhões não podem entrar e nem sair do porto. Quando a obra de ampliação do cais terminar e a capacidade do terminal aumentar, a situação vai ficar ainda mais grave. Para isso, Codesa, Governo do Estado e prefeitura planejam a desapropriação de áreas e a construção de um novo acesso ao porto na região da Ilha do Príncipe. “O projeto do BRT prevê utilização de parte do porto. Provavelmente nós vamos ceder à cidade uma faixa de 6 metros. Estamos em negociação e os armazéns 1, 2 e 3 podem ser utilizados como estações de embarque de passageiros. Já os armazéns 4 e 5 devem ser desmanchados para aumentar a plataforma, para descarregarmos mais navios”, frisou o superintendente do Porto de Vitória, Eduardo Prata.

“Já estamos realizando obras e temos projetos sendo concluídos. Estamos buscando isso o ano todo”, destacou ainda o secretário Estadual de Transportes e Obras Pública, Fábio Damasceno.

“A Prefeitura de Vitória apóia esse plano metropolitano de mobilidade urbana de forma entusiasmada. Vamos fazer todas as intervenções que forem necessárias para receber bem o transporte aquaviário”, frisou o prefeito de Vitória, Luciano Rezende.

“É um novo porto, com novas condições, novas características e com novo potencial”, completou o superintendente do porto.

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7 jun 2013

Governador garante: “Espírito Santo será o Estado mais competitivo do Brasil”

Publicado às 11:13 | Postado por Folha Vitória

“Nós seremos o estado mais competitivo do Brasil”. É com essa meta ousada que o governador Renato Casagrande orienta as estratégias de desenvolvimento do Estado, que se baseiam em três pontos: inovação, educação e logística.

“Nós precisamos criar uma cultura e um ambiente de negócios que estimule a inovação. A educação é fundamental para isso”, afirma o governador, que destaca ainda a importância de integrar a economia capixaba ao resto do país e ao mundo.

Para conquistar essa integração, governo e iniciativa privada estão investindo R$ 3 bilhões em novas rodovias, instalação de aeroportos regionais, ferrovias e portos, que ligarão os capixabas ao resto do mundo. As principais diretrizes do programa são a sustentabilidade, a eficiência e a competitividade. O objetivo é tornar o Espírito Santo atraente para investimentos, mesmo após as perdas geradas pelas mudanças na legislação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que enfraqueceram o Fundo de Desenvolvimento das Atividades Portuárias (Fundap), de estímulo à exportação e importação, em atividade há mais de 40 anos.

O governador Renato Casagrande concedeu entrevista exclusiva à Rede Vitória. Confira:

Rede Vitória – O senhor sempre menciona que Educação e Logística são os principais desafios que Estado do Espírito Santo deve enfrentar. Por que essas questões são tão urgentes?
Casagrande -
Porque esses são os caminhos para o desenvolvimento do Estado. Sem resolver os problemas nessas áreas, não conseguiremos alcançar um desenvolvimento sustentável. Nós lançamos o Proedes, que é um programa que objetiva aumentar a competitividade do Estado, pensando que daqui a algum o Espírito Santo pode não contar mais com incentivos fiscais. Nós temos que estar preparados. Nós precisaremos competir cada vez mais com outros Estados e, para isso, lançamos o Proedes. Estamos também trabalhando na educação e inovação. Temos uma lei de incentivo à inovação, temos diversos programas de melhoria na qualidade do ensino.

Rede Vitória – O Proedes agora ganhou uma versão exclusivamente dedicada à logística. Como vai funcionar?
Casagrande -
O Proedes Logística vai trabalhar a integração entre todas as regiões do Estado e entre o Espírito Santo e os demais estados.  Trabalhamos com uma articulação inteligente entre investimentos do governo federal e investimentos do Estado. Nós melhoramos muito nossa capacidade de investimento e vamos criar eixos logísticos entre as microrregiões do Estado, com os demais estados e principalmente com os portos, porque através deles integramos nosso Estado ao mundo.

Rede Vitória – Como vão funcionar esses eixos logísticos e qual o papel deles no desenvolvimento do Estado?
Casagrande -
Os eixos logísticos vão criar as condições para que o interior possa aproveitar sua vocação, estimulando e desenvolvendo as vocações de cada região. Mas ninguém faz isso sem boas estradas, sem educação, sem formação profissional. Então, o Proedes Integração Logística vem promover isso. As rodovias estaduais, por exemplo, serão padronizadas, oferecendo a todas as regiões estradas do mesmo nível de segurança e qualidade.

Rede Vitória – Como esses eixos foram planejados?
Casagrande -
Os eixos logísticos vão interligar as regiões do Estado de Norte a Sul e, principalmente, de leste a oeste. O objetivo é interiorizar o desenvolvimento, que sempre esteve concentrado no litoral. Temos que aproveitar e estimular as potencialidades do interior do Estado. Por exemplo, queremos duplicar a estrada de Marataízes até Cachoeiro. Já estamos duplicando de Cachoeiro até Coutinho. Já melhoramos e aumentamos a capacidade da rodovia de Coutinho até Alegre. Ou seja, estamos criando um importante eixo leste-oeste, interligando a região de Itapemirim e Marataízes até a divisa com Minas Gerais. Mas não para aí. Estamos contratando o projeto para duplicação da estrada que vai de Anchieta até Jabaquara. São diversas intervenções desse tipo, criando uma malha rodoviária estadual de alta qualidade, interligando todas as regiões. O planejamento foi feito para que todos os municípios e microrregiões sejam interligados, de forma que todos possam alcançar as rodovias federais, outros estados e os portos.

Rede Vitória – Outra grande demanda é a questão ferroviária. Empresários, prefeitos sonham com uma interligação ferroviária entre Vitória e Rio de Janeiro. Quais as chances dessa obra acontecer?
Casagrande -
Nós estamos conseguindo vitórias importantes na relação do Estado com o governo federal. Basta que observemos a questão da BR-101, por exemplo, que foi concedida e a concessionária já está operando. A BR-262 já está em fase de contratação da primeira fase da duplicação, de Viana até Vitor Hugo. A área portuária está recebendo investimentos importantes e a MP dos Portos, aprovada no Congresso, também amplia a possibilidade de investimentos no setor portuário no Estado. Então, como se vê, a relação com o governo federal tem sido muito boa.

Assim, temos bons motivos para ser otimistas em relação a essa ligação ferroviária. O governo federal já está realizando estudos, daqui a pouco teremos audiências públicas. Então, diante da receptividade do governo federal a esse projeto, nós estamos inclusive pedindo que ele seja ampliado e chegue até Linhares, no norte do Estado, e acreditamos que essa demanda será atendida. Isso vai nos conectar à malha ferroviária nacional. Isso acontece porque nós temos bitola métrica na Estrada de Ferro Vitória – Minas, mas toda a expansão da rede ferroviária nacional foi feita com bitola larga. Assim, se a ligação Linhares – Vitória – Rio de Janeiro for feita, nós estaremos conectando o Espírito Santo à malha ferroviária nacional.

Rede Vitória – Todas as obras mencionadas demandam grandes e caras intervenções. Quando concluídas, quais os ganhos para a economia do Espírito Santo?
Casagrande -
O que nós desejamos com esses investimentos em infraestrutura, inovação e educação é transformar nosso estado no mais competitivo do Brasil. Se não for o mais, um dos mais competitivos e eficientes do Brasil, com desenvolvimento sustentável, respeito ao meio ambiente e qualidade de vida para as pessoas. É nesse caminho que estamos planejando e conduzindo as ações do Estado e temos certeza que isso já está trazendo muitos benefícios para a vida dos capixabas.com o governo federal tem sido muito boa. Assim, temos bons motivos para ser otimistas em relação a essa ligação ferroviária. O governo federal já está realizando estudos, daqui a pouco teremos audiências públicas. Então, diante da receptividade do governo federal a esse projeto, nós estamos inclusive pedindo que ele seja ampliado e chegue até Linhares, no norte do Estado, e acreditamos que essa demanda será atendida. Isso vai nos conectar à malha ferroviária nacional. Isso acontece porque nós temos bitola métrica na Estrada de Ferro Vitória – Minas, mas toda a expansão da rede ferroviária nacional foi feita com bitola larga. Assim, se a ligação Linhares – Vitória – Rio de Janeiro for feita, nós estaremos conectando o Espírito Santo à malha ferroviária nacional.

Rede Vitória – Todas as obras mencionadas demandam grandes e caras intervenções. Quando concluídas, quais os ganhos para a economia do Espírito Santo?
Casagrande -
O que nós desejamos com esses investimentos em infraestrutura, inovação e educação é transformar nosso estado no mais competitivo do Brasil. Se não for o mais, um dos mais competitivos e eficientes do Brasil, com desenvolvimento sustentável, respeito ao meio ambiente e qualidade de vida para as pessoas. É nesse caminho que estamos planejando e conduzindo as ações do Estado e temos certeza que isso já está trazendo muitos benefícios para a vida dos capixabas.

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