Além das belas praias, das falésias, lagoas, mangues e rios, o município de Anchieta conta com uma riquíssima herança histórica. É um importante destino turístico histórico e religioso do nosso estado. Lá são encontrados vestígios deixados pelos homens, desde a época que a região era habitada por indígenas, passando pelo período de colonização e transformação de nosso povo e de nossas terras…
Construções, monumentos, templos, objetos que registram histórias e formam o CIRCUITO CULTURA E FÉ que atrai milhares de turistas todos os anos.
Historiadores datam a fundação de Anchieta entre 1565 e 1569. A região era habitada por aldeias indígenas e neste período de colonização do Brasil, Padre José de Anchieta – espanhol e integrante da Companhia de Jesus, em expedição pela região, decidiu se fixar ali e fundou o povoado de Rerigtiba. Em 1579 construiu um templo que foi dedicado à Nossa Senhora da Assunção e está preservado até hoje como patrimônio histórico nacional. Mais tarde, o lugarejo passou a ser chamado de ‘Anchieta’ em homenagem ao padre que morou e morreu na antiga aldeia.
Outros monumentos que integram o circuito são: o Museu Nacional Padre Anchieta (que somado à Igreja N S da Assunção, formam o Santuário Padre José de Anchieta), a Casa da Cultura, os Poços Jesuíticos, o Colégio Maria Mattos, o Sítio Arqueológico, Capela N S da Penha, Hotel Anchieta, Pórtico e Praça dos Imigrantes, dentre outros, como casas e sobrados, que formam o patrimônio histórico de Anchieta, os quais abrigaram os primeiros colonizadores da cidade.
Santuário Padre José de Anchieta (Igreja + Museu)
IGREJA MATRIZ NOSSA SENHORA DA ASSUNÇÃO
A Igreja Nossa Senhora da Assunção é uma das mais antigas do Brasil. Monumento histórico, que segundo a tradição, sua construção se deve ao padre José de Anchieta. É composta por um conjunto histórico – Igreja de Nossa Senhora da Assunção e a antiga residência do “Apóstolo do Brasil”, hoje Museu Nacional de Anchieta. Construída no século XVI, provavelmente ela não estava totalmente pronta quando ele faleceu, no ano de 1597. Isso explica o fato de Anchieta não ter sido sepultado nela como era costume dos jesuítas, e sim, na igreja de Santiago, em Vitória, que é hoje o Palácio Anchieta, sede do Governo do Estado. Só depois de algum tempo toda a obra ficou concluída.
A edificação da Igreja foi feita com o trabalho dos índios catequizados. Na obra, empregaram-se pedras e blocos de recife presos com argamassa feita com óleo de baleia. Era desta maneira que os jesuítas construíam seus templos no Brasil.
Junto à Igreja, construiu-se a residência dos padres. Ainda hoje quem observa a histórica edificação, no alto do morro sobre a foz do rio Benevente, nota que sua fachada é formada pela Igreja e pela antiga residência dos jesuítas.
Nessa residência moravam os padres, para darem melhor assistência aos numerosos índios da aldeia de Rerigtiba. Acredita-se que o Padre Diogo Fernandes, companheiro de Anchieta, tenha sido o primeiro jesuíta a ser enterrado na Igreja de Nossa Senhora de Assunção. O edifício também constitui atualmente, precioso patrimônio histórico onde funciona o Museu Anchieta.
Na espaçosa praça, em frente à matriz, encontra-se, desde 1922, o busto de bronze do Padre José de Anchieta.
Quando se deu a expulsão dos jesuítas do Brasil, em 1759, a igreja de Nossa Senhora da Assunção tornou-se a Matriz da vila Benevente. Os cômodos da residência onde tinham morado os padres passaram a servir de Câmara Municipal, cadeia pública, Fórum e aposentos do Juiz da Vila. Pessoas importantes, de passagem por Benevente, hospedaram-se ali. Em 1860, o Imperador Dom Pedro II, ao viajar pelo Espírito Santo, visitou o histórico edifício. Desde a expulsão dos jesuítas, foram muitas as obras feitas, tanto na Igreja, como na antiga Residência Jesuítica, modificando a construção original.
MUSEU PADRE ANCHIETA
O museu nacional de Anchieta, anexo à Igreja Matriz de Nossa Senhora da Assunção, constitui também preciso patrimônio histórico do município. Ali podem ser vistos móveis antigos que pertenceram ao padre Anchieta, peças arqueológicas, roupas, a cela do padre e a relíquia de um de seus ossos e inúmeros outros grandes objetos de valor religioso.
Horário de visitação: - 2ª a 6ª feira, das 09h às 12h e das 14h às 17h / Sábado e domingo de 09h às 17h30min.
CASA DA CULTURA
A Casa da Cultura de Anchieta localizada na sede, na rua Presidente Vargas número 161, constitui um dos patrimônios histórico-culturais do município de Anchieta construído em 1927. Inicialmente era a sede da prefeitura municipal, a Câmara dos vereadores e o Fórum. A partir de 1989 deixou de ser a sede da prefeitura e continuou sendo a Câmara Municipal até 1995.
Atualmente funciona apenas como Casa da Cultura, muito visitada por estudantes, que a procuram como fonte de informações a respeito da história do município e de seus colonizadores.
Ali podem ser vistos documentos, fotos, cartas, que relatam a nossa história, alguns objetos pertencentes e utilizados pelos colonizadores e personalidades importantes que viveram ou passaram pelo município. Podem ser vistos ainda, livros com mais de cem anos (com raridades como assinaturas, fotos e documentos), todas as obras do padre Anchieta, todas as obras escritas a respeito dele e todas as obras dos jesuítas até 1759.
No andar térreo abriga um mini-teatro onde são realizadas várias exposições.
Horário de visitação: 2ª a 6ª feira das 09h às 12h e de 14h às 17h.
COLÉGIO MARIA MATTOS
Fundado em 1932, pelo anchietense Dom Helvécio Gomes de Oliveira. Tornou-se a 1º escola do interior do Espírito Santo. Alunos de todas as partes do Brasil vinham estudar no Maria Mattos onde ficavam internadas e eram educadas pelas irmãs Carmelitas. Fica localizado no centro da cidade de Anchieta.
POÇOS JESUÍTICOS
POÇO DO COIMBRA -Outro testemunho da memória histórica do município, com aproximadamente 250 anos de existência, fonte natural do alto do morro, depois da igreja de Nossa Senhora da Penha de onde vinha a água utilizada pelos moradores de Anchieta, antes de haver o abastecimento a domicilio com água da Companhia de Abastecimento de Água.
POÇO DO QUITIBA -Localizado a poucos metros do centro, no lado sul da baía de Anchieta, em área particular, suas águas permanecem de boa qualidade.
POÇO DOS CASTELHANOS OU ANCHIETA – Localizado na Ponta dos Castelhanos, encontra-se restaurado. Conta-se a lenda que o Beato Anchieta ao retornar de uma viagem com os índios, bateu com o seu cajado na pedra e fez jorrar água e esta possuía poderes de cura.
HOTEL ANCHIETA
O Hotel Anchieta – hoje desativado – guarda em sua memória parte da história do município. Construído por Dom Helvécio em 1940, posteriormente foi adquirido pela tradicional família Bezerra e foi o primeiro Hotel da região, tendo como finalidade hospedar as famílias das alunas internas que estudavam no Colégio Maria Mattos. Muitas autoridades de renome nacional como Governadores e até vice-presidentes se hospedaram no hotel. Sua localização privilegiada servia para contemplar toda a beleza da baía e também da Igreja Nossa Senhora da Assunção, hoje Santuário Nacional do Beato Anchieta.
Os eventos da sociedade anchietense da época eram realizados no Hotel Anchieta. Suas roupas, prataria e roupas de cama foram importadas da França, o que encantava a todos pelo requinte, beleza e qualidade. Além de guardar parte da memória do município, o Hotel Anchieta é um atrativo turístico cultural de grande expressão que agrega atividades que valorizam e resgatam a cultura local, como o memorial do Hotel Anchieta.
Preservar o Hotel Anchieta, uma edificação de valor histórico por sua localização, arquitetura, memória e paisagismo é deixar as gerações futuras uma lição de responsabilidade e torná-lo Centro Cultural, é multiplicar seu valor como atrativo turístico valorizando sua historia,
Hoje o Hotel Anchieta foi adquirido pelo município, mostrando um avanço no desenvolvimento da região. Este espaço será uma referência para as comunidades que vão usufruir de todos os benefícios e oportunidades que o espaço oferecerá, dando também maior visibilidade aos programas e projetos e atividades do município.
PASSOS DE ANCHIETA
Evento nacional que acontece anualmente, promove uma caminhada de 105 km (do centro de Vitória à Anchieta) realizada a pé por centenas de integrantes que revivem o trecho que era percorrido pelo Padre José de Anchieta há mais de quatro séculos, regularmente, duas vezes por mês. O padre repetia o trecho para cuidar do Colégio de São Tiago – hoje Palácio Anchieta.
O evento é realizado no feriado de Corpus Christi, beneficiando-se do feriado nacional que favorece a disponibilidade de pessoas, já que a caminhada dura 4 dias! Um combinação de encantos como os sítios históricos, as paisagens litorâneas e as tradições culturais de cada comunidade integrada ao roteiro, atraem os andarilhos e fiéis para esta jornada!
http://www.abapa.org.br
*Informações para esta publicação: Prefeitura de Anchieta http://www.anchieta.es.gov.br



































































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