Homenagem da Nutri que Corre para as mamães corredoras

Sabemos como é difícil ser mãe, trabalhar fora, fazer o curso de extensão na sua área, ser esposa, dona de casa e ainda cuidar dos filhos. Dura rotina das mamães, que mesmo com mil coisas ainda encontram tempo para treinar. Pode acreditar, muitas mães encontram na corrida um aliado para perda de peso e manter uma vida mais saudável.

A alimentação pode contribuir muito para uma energia extra. Para a mulher, o direcionamento da alimentação deve ser principalmente preventivo contra doenças cardiovasculares, câncer, osteoporose e as dificuldades da menopausa. Para evitar doenças cardiovasculares e câncer, é necessário evitar consumir alimentos com excesso de gordura saturada como, por exemplo, frituras, carnes gordas, produtos industrializados e sorvete. As mulheres devem dar preferência para uma alimentação mais natural possível. 

As mulheres têm mais tendência a anemia, por conta da perda de sangue mensal na menstruação, precisam ficar atentas às fontes de ferro e ácido fólico. Derivados do leite, carnes e vegetais verdes escuros são imprescindíveis. É recomendado também o consumo diário de fibras, importantes para evitar a constipação intestinal, mais comum no gênero feminino. Devem fugir das comidas ricas em sódio como embutidos e salgadinhos industrializados, principalmente para prevenir a hipertensão. É necessário pensar que alguns alimentos possuem propriedades nutricionais não tão importantes e podem agregar as famosas “calorias vazias”: são mais calóricos do que nutricionalmente completos.

A dieta perfeita para a mulher é aquela que tem equilíbrio. Todos os alimentos devem fazer parte desse equilíbrio, nada deve ser deixado de fora. No entanto, existem alimentos que devem ser evitados, porém essa indicação deve ser feita por um profissional, que irá individualizar a dieta. Nada deve ser comum, padronizado: a dieta não pode ser “engessada”. As dietas da moda excluem alimentos importantes como carboidratos, proteínas ou lipídeos de modo que não servem para manter os hábitos de vida saudáveis. 

Além dos cuidados com os hábitos alimentares, a mulher deve para de fumar, evitar bebidas alcoólicas, praticar exercícios físicos regularmente e realizar exames médicos periódicos para o controle da glicemia, pressão arterial, níveis de colesterol e triglicérides. No mais, não tomar nenhum medicamento ou suplemento nutricional por conta própria são fundamentais. 

Essas mamães são exemplos!!

Nadir dos Santos

Quando comecei a correr nem sabia como fazer, foi incrível. Aí depois vem os resultados , comecei a emagrecer e achei incrível, tinha tentado várias vezes e não tinha conseguido. Nesta foto de preto , quando me olhei no espelho nada ficava bom. Olhei pro espelho e conversei comigo mesma:  você está feliz assim? É assim que você quer ficar pra sempre?  Então tomei minha decisão. Meu marido nunca falou que estava gorda, me aceitava do jeito que eu era, mas eu não me aceitava e tomei a decisão de emagrecer e encontrei na corrida minha melhor aliada. Tenho 48 anos, cheguei a pesar 84 kilos, hoje estou com 62 kilos. Foram eliminados 22 kilos até hoje. Comecei a  correr tem 3 anos , uma amiga me chamou e eu nunca mais parei. Já fiz 3 meias maratonas e ano passado fiz a minha primeira maratona do Rio.

Sou faxineira, e é muito difícil conciliar, trabalho, casa,filhos, marido e corrida. Mas consigo dar um jeito, às vezes levanto as 4H20 da manhã , preparo o café e vou correr e de lá mesmo já vou pro trabalho. Tem dias que corro à noite e aos sábados. Cansativo, mas gratificante. Ser mãe, mulher e corredora.

Meu nome é Alyne Reis, tenho 38 anos e sou funcionária pública. Eu corro desde 2009 e me apaixonei pela corrida de rua. Quem corre pode concordar comigo que a corrida de rua vicia mesmo e não temos vontade de parar nunca! Mas em 2014 engravidei e tive que parar de correr por recomendação médica. Era uma gestação gemelar, que pedia cuidados. Aos quatro meses de gestação eu perdi os bebês. Tive meus dias de luto, de tristeza, mas precisava reagir. Voltei a trabalhar e a correr três meses depois. A corrida me dava paz, ficava feliz quando estava na pista. E assim fiz. Um ano se passou e eu estava treinando para os 21 km da Asics no Rio de Janeiro. Fazia longos e mais longos. Corri na cidade maravilhosa num sol escaldante e dias depois descobri que estava grávida novamente. Que alegria!  A médica sugeriu que eu parasse de correr e eu respeitei, pois tinha medo que acontecesse alguma coisa novamente. Engordei 12 kg e fazia apenas caminhadas. A minha tão sonhada filha Catharina chegou em dezembro de 2015 do jeito que eu sonhei para felicidade de toda minha família. Quanta alegria nos trouxe! Com três meses já fui liberada pela médica para correr e voltei com muita disposição! Mas como é difícil conciliar os treinos com uma criança em casa. Amamentava a noite toda e ela me demandava bastante! Tinha dias que eu ia, outros dias só queria descansar. Hoje ainda é difícil, pois ainda amamento minha filha com 2 anos e 4 meses, mas já consigo me organizar e fazer as planilhas enviadas pelo professor. Eu brinco em casa que eu posso entrar na lista das Super-Mães-mulher maravilha, já que conciliar trabalho, casa etreinos é bem difícil! Mas correr me faz bem e enquanto Deus me der forças eu vou correr!

Daniela Künsch

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Daniela Künsch é jornalista desde 2002, editora chefe do jornal Folha Vitória e corredora amadora. Depois de chegar aos 133 quilos, perdeu 65, e encontrou na corrida força e inspiração para não voltar à obesidade.