Em Itapemirim, dezenas de pinguins são devolvidos ao mar. Confira o vídeo!

A operação foi rápida e, após 20 quilômetros de mar adentro, os pinguins ganharam a liberdade, e uma nova chance de cumprir seu papel no ambiente marinho

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A praia de Itaipava, em Itapemirim, foi selecionada para a soltura dos 30 pinguins argentinos.
A praia de Itaipava, em Itapemirim, foi selecionada para a soltura dos 30 pinguins argentinos.
Foto: Divulgação/Prefeitura

A soltura de 30 pinguins da espécie Magalhães chamou a atenção de quem passava pela praia de Itaipava, em Itapemirim, na manhã desta segunda-feira (14). Os animais estavam em recuperação no Instituto de Pesquisa e Reabilitação de Animais Marinhos (Ipram), em Cariacica. Uma escola local levou os alunos para a apreciação.

A operação foi rápida, com os pinguins transportados em caixas construídas especialmente para eles, até a chegada à praia de Itaipava, litoral Sul do Estado. Às nove horas, as equipes e os pinguins embarcaram numa escuna e, após 20 quilômetros de mar adentro, em um local cuidadosamente escolhido pelos profissionais, os pinguins ganharam a liberdade, e uma nova chance de cumprir seu papel no ambiente marinho.

A equipe de soltura é composta por biólogos, veterinários e profissionais do Ipram e da Windive Atividades Sub, além de gestores da Prefeitura de Itapemirim. Agora, os profissionais estimam que os pinguins devam voltar para a Patagônia, na Argentina.

Tiago Leal, secretário municipal de Meio Ambiente de Itapemirim, explica que os 30 pinguins escolhidos fizeram uma bateria de exames e foram selecionados de um total de 70 em cativeiro, pois estavam aptos a enfrentar o ambiente natural mais uma vez. “A soltura no litoral Sul do Espírito Santo é uma novidade, pois nos anos anteriores, os pinguins eram encaminhados a instituições de outros Estados brasileiros, em viagens estressantes e que levavam horas”, complementa.

O motivo dos pinguins ganharem as praias capixabas, segundo Tiago Leal, é que no primeiro ano de vida, os pinguins precisam buscar alimento no mar e por ainda não terem familiaridade, nadam mais que o necessário e chegam ao Brasil, geralmente desnutridos devido à falta de alimento.

A operação é conjunta entre o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), Instituto de Pesquisa e Reabilitação de Animais Marinhos (Ipram) e a Empresa de esportes aquáticos Windive, com a Secretaria de Meio Ambiente de Itapemirim.

Veja como foi a soltura:

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