Dezenas de pinguins aguardam troca de penas no Espírito Santo

Segundo informações do veterinário do Ipram, os pinguins são mantidos em cativeiros com acesso à piscina e nos horários mais quentes, eles ficam em uma tenda com ar condicionado

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Dezenas de pinguins estão esperando a troca de penas
Foto: ​Divugação/Ipram

Vários pinguins estão no Instituto de Pesquisa e Reabilitação de Animais Marinhos (IPRAM), em Cariacica. Ao todo, 19 animais estão no local para completar a troca de penas, que deve terminar em março.

Segundo informações do veterinário do Ipram, Luis Felipe Mayorga, os pinguins são mantidos em cativeiros com acesso à piscina e nos horários mais quentes. Eles ficam em uma tenda com ar condicionado. Para alimentá-los, é necessário 1kg de atum por dia para cada pinguim.

Os custos, de acordo com Luis Felipe, são arcados por uma empresa petroleira que cumpre uma condicionante de licenciamento ambiental. O Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) auxilia nos custos de água e energia.

O veterinário explica que a passagem dos pinguins pelo Espírito Santo é normal e algo frequente, que acontece há séculos. No entanto, Luis Felipe contou que o alto número de pinguins encalhados é anormal.

“Os pinguins têm movimentos migratórios normais até o litoral brasileiro e depois retornam nadando. Os índios, por exemplo, usam os ossos de pinguim como instrumentos. O diferente, estranho e misterioso é que tem começada a encalhar pinguins em grande quantidade. O mistério é: ‘por que tanto pinguim está encalhando aqui?’”, questiona.

Luis Felipe ainda diz que os pinguins agem como mensageiros da natureza e mostram que algo de anormal está acontecendo. “De dez anos para cá tem encalhado muito pinguim. Estudos mostram que eles são excelentes sentinelas, pois indicam que vai acontecer mudanças abruptas nos próximos anos. Eles são como um mensageiros e avisam: olha, eu estou morrendo e sofrendo”, afirma.

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