Banhista tenta montar em elefante-marinho machucado em praia da Serra

Fred, elefante-marinho conhecido e querido pelos capixabas desde 2012, veio passar o Réveillon em uma praia da Serra e se encontra com vários ferimentos

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Fred tem várias passagens por praias capixabas
Na foto, um voluntário trata dos ferimentos do elefante-marinho
Foto: Reprodução Facebook/Ipram

Conhecido e querido pelos capixabas desde 2012, o elefante-marinho batizado de "Fred" veio passar o Réveillon nas areias de uma praia da Serra. Entretanto, contrariando os pedidos de ambientalistas, muitas pessoas não respeitam o repouso do pinípede: família de mamíferos que inclui focas, morsas, elefantes, leões e lobos-marinhos.

Segundo informações do Instituto de Pesquisa e Reabilitação de Animais Marinhos (Ipram) chegaram a tentar, na madrugada deste domingo (1º), montar no animal, que tem sido monitorado por voluntários do Ipram, do Instituto Brasileiro de Fauna e Flora (Ibraff), do instituto Sea Sheperd, além de guarda-vidas, Polícia Militar Ambiental e Fiscalização Ambiental da Serra.

Fred, de acordo com o Ipram, está machucado e, por isso, tem recebido tratamento dos voluntários. A maior parte dos ferimentos teria sido causada por mordidas de pequenos tubarões-charuto, que arrancam pedaços de carne e fogem, deixando suas vítimas com pequenas cicatrizes redondas. O ataque, de acordo com o instituto, é comum em águas oceânicas.

Fred também foi diagnosticado com um ferimento mais profundo, que expôs sua musculatura na lateral esquerda do corpo. A ferida pode ter sido causada, inclusive, por alguma interação com o ser humano e pode servir como porta de entrada para infecções bacterianas.

"A grande dificuldade nesse tipo de situação se dá quando a população não se coloca como aliada ao animal, mas como mais um fator estressante para ele. Ao chegarem aqui, as pessoas recebem o esclarecimento necessário para que entendam a necessidade do repouso do elefante-marinho", disse Cíntia Silva Varzim, coordenadora técnico-científica do Sea Shepherd Brasi.

Segundo ela, até durante a madrugada muitas pessoas foram ver o animal. "Conversei com famílias, casais, crianças desacompanhadas de seus responsáveis, inclusive. O trabalho de conscientização está sendo feito, precisamos que haja colaboração. Não é um evento turístico", declarou Varzim. 

De acordo com o Ipram, Fred é avaliado por veterinários e biólogos desde 2014. "Saberemos o dia em que for necessário capturá-lo. Mas no momento, ele é capaz de se locomover normalmente, se defende quando nos aproximamos e se cobre com areia quando sente calor. Ele só precisa de descanso e a melhor decisão no momento é deixá-lo repousar em paz", afirma o instituto, que em sua página no Facebook fez diversos esclarecimentos sobre o famoso elefante-marinho.

Confira alguns deles:

- Fred não está morrendo.
- Não é preciso capturá-lo e jogá-lo na água.
- Não é preciso levá-lo ao cativeiro para tratamento.
- Não se deve realizar aproximação desnecessária.
- Não se deve aproximar com animal de estimação.
- Não se deve aproximar com crianças.
- Não é preciso ficar jogando baldes de água nele. Isso só irá estressá-lo.
- Não é preciso alimentá-lo de nenhuma forma. Ele só come o que ele mesmo caça, e dentro da água.

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