Foto: © Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo
Foto: © Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo

O céu de 2026 dá as boas-vindas ao novo ano com um convite especial para quem gosta de olhar para cima. Logo nos primeiros dias de janeiro, a Lua assume o protagonismo ao surgir maior e mais luminosa, marcando a primeira superlua do ano e inaugurando uma sequência de eventos astronômicos que devem se estender pelos próximos meses.

O fenômeno acontece neste sábado (3), quando a Lua cheia coincide com o perigeu (o ponto de sua órbita em que está mais próxima da Terra).

Esse alinhamento faz com que o disco lunar aparente ser até 14% maior e aproximadamente 30% mais brilho do que em uma Lua cheia comum, efeito que costuma chamar atenção especialmente no início da noite.

Fenômeno Lua do Lobo

Conhecida como Lua do Lobo, a Lua cheia de janeiro carrega um nome herdado de tradições de povos originários da América do Norte. De acordo com a Nasa, a denominação faz referência ao período em que os lobos eram mais ativos no inverno do Hemisfério Norte.

Para quem deseja observar o espetáculo, a recomendação é olhar para o horizonte a partir do pôr do sol, entre 17h30 e 18h, desde que o tempo esteja aberto. A superlua pode ser vista a olho nu, sem a necessidade de equipamentos, embora binóculos ajudem a perceber detalhes da superfície lunar.

Mas o encanto não para por aí. Ao longo de 2026, o calendário astronômico reserva uma série de encontros celestes, eclipses e aproximações raras entre planetas e a Lua, consolidando o ano como um dos mais interessantes para observadores amadores e entusiastas da astronomia.

Confira os principais fenômenos astronômicos previstos para 2026:

Entre os destaques está o eclipse lunar total da madrugada de 2 para 3 de março, quando a Lua deve adquirir uma coloração avermelhada ao atravessar a sombra da Terra, fenômeno popularmente chamado de Lua de Sangue.

Já em agosto, um eclipse lunar parcial poderá ser acompanhado da América do Sul, com escurecimento gradual do satélite natural.

O ano também será marcado por diversas conjunções, como a aproximação da Lua com Vênus, Mercúrio e até Júpiter, incluindo um encontro considerado extremamente raro em outubro.

Para fechar 2026 em grande estilo, dezembro trará a superlua mais próxima da Terra desde 2019, encerrando o ano com mais um espetáculo no céu.

Calendário 2026

  • 3 de janeiro – Lua do Lobo: primeira superlua do ano, quando a Lua cheia ocorre no perigeu e aparece maior e mais brilhante no céu.
  • 1º de fevereiro – Lua da Neve: Lua cheia tradicionalmente associada ao período de fortes nevascas no Hemisfério Norte.
  • 17 de fevereiro – Eclipse solar anular: o fenômeno do “anel de fogo” será visível na Antártida, sul da África e Argentina.
  • 18 de fevereiro – Lua crescente próxima de Mercúrio e Vênus: conjunção visível após o pôr do sol, com a Lua apresentando baixa iluminação.
  • 2 para 3 de março – Lua de Minhoca: Lua cheia que marca o fim do inverno no Hemisfério Norte, acompanhada de um eclipse lunar total, quando a Lua adquire coloração avermelhada (Lua de Sangue).
  • 20 de março – Lua crescente em conjunção com Vênus: aproximação aparente entre os dois astros no céu do entardecer.
  • 1º de abril – Lua Rosa: apesar do nome, não muda de cor; a denominação está ligada ao florescimento de plantas silvestres na primavera do Hemisfério Norte.
  • 19 de abril – Lua crescente próxima das Plêiades: encontro visual entre a Lua, Vênus e o aglomerado estelar conhecido como Sete Irmãs.
  • 1º de maio – Lua das Flores: Lua cheia associada ao auge da floração na primavera do Hemisfério Norte.
  • 31 de maio – Lua Azul: segunda Lua cheia ocorrendo no mesmo mês, fenômeno relativamente raro.
  • 29 de junho – Lua de Morango: nome tradicional ligado à época de colheita de morangos no Hemisfério Norte.
  • 29 de julho – Lua dos Cervos: Lua cheia relacionada ao período de crescimento dos chifres dos cervos machos.
  • 12 de agosto – Eclipse solar total: não será visível no Brasil; observação total restrita ao leste da Groenlândia.
  • 27 para 28 de agosto – Lua do Esturjão: Lua cheia acompanhada de um eclipse lunar parcial, visível na América do Sul, com escurecimento gradual do disco lunar.
  • 6 de outubro – Lua Crescente: aproximação extremamente rara entre a Lua crescente e o planeta Júpiter.
  • 26 de outubro – Lua do Caçador: Lua cheia que tradicionalmente sucede a Lua da Colheita, associada ao período de caça no Hemisfério Norte.
  • 24 de novembro – Lua do Castor: Lua cheia ligada à época em que castores constroem represas para o inverno.
  • 23 de dezembro – Lua Fria: superlua mais próxima da Terra desde 2019, marcando uma das menores distâncias lunares dos últimos anos e encerrando o calendário astronômico de 2026.

*Texto sob supervisão da editora Elisa Rangel

Laura Mel*

Estagiária

Graduanda em jornalismo pela Estácio e estagiária do Jornal Folha Vitória.

Graduanda em jornalismo pela Estácio e estagiária do Jornal Folha Vitória.