Na foto da esquerda está o time de Inovação: Valci de Oliveira, Fernando Marques Lisboa e Lucas Soares. Na foto da direita estão Diogo Manfré, SOC Manager, e Daniel Ribeiro, integrante da equipe. (Foto: Ayko)
Na foto da esquerda está o time de Inovação: Valci de Oliveira, Fernando Marques Lisboa e Lucas Soares. Na foto da direita está o time de Cibersegurança do projeto, o Daniel Ribeiro, e Diogo Manfré.

Com o avanço da tecnologia, as empresas passaram a atuar de forma cada vez ramificada. Elas não estão apenas em espaços físicos, mas contam com sistemas na nuvem, APIs abertas, fornecedores terceirizados, vários domínios e têm inúmeros dispositivos conectados. O resultado disso é que, quanto mais espalhada a operação, mais brechas se abrem para possíveis ataques cibernéticos.

Hoje, é muito difícil saber exatamente tudo o que está visível na internet, e é justamente nessas áreas “esquecidas” que os hackers encontram portas abertas. Em outras palavras: quanto maior essa bagunça digital, mais fácil é ser atacado e menos segurança a empresa realmente tem.

É nesse cenário que nasceu o Edge Monitoring, solução desenvolvida pela Ayko a partir de uma demanda direta do Centro de Operações de Segurança (SOC) da empresa.

O SOC Manager da Ayko, Diogo Manfré, explica que o ponto de partida foi uma dificuldade comum entre empresas de todos os portes: cibersegurança sempre foi cara, e a falta de visibilidade gerava riscos silenciosos.

A tecnologia de segurança é cara. Víamos clientes que precisavam se proteger, mas não tinham orçamento para um arsenal de ferramentas. O Edge nasceu justamente para unificar monitoramento, reduzir custos e antecipar riscos antes que os atacantes os encontrem.

Diogo Manfré, SOC Manager

A equipe começou desenvolvendo módulos isolados: monitoramento de vazamento de e-mails, detecção de domínios semelhantes, escaneamento de infraestrutura e análise de aplicações. Com o tempo, perceberam que tinham algo maior nas mãos.

“Chegou uma hora em que tínhamos tantas funcionalidades criadas dentro do SOC que fazia sentido consolidar tudo em uma única plataforma”, conta Diogo. Assim, o projeto começou a ganhar forma.

Transformando tecnologia complexa em algo simples para o cliente

A segunda etapa envolveu o time de inovação da Ayko. Coube a eles transformar essas capacidades técnicas em uma plataforma visual, acessível e didática, e aí nasceu a versão atual do Edge Monitoring.

O Development Coordinator da empresa, Fernando Marques Lisboa, explica:

As automações já existiam no SOC. A inovação entrou para dar ‘cara’ ao projeto: tornar visível, palpável e compreensível tudo o que antes acontecia nos bastidores.

Fernando Marques Lisboa, Development Coordinator

Segundo ele, o objetivo foi criar uma plataforma que respondesse perguntas essenciais para qualquer empresa:

  • Quais são meus ativos digitais?
  • O que está exposto na internet sem que eu saiba?
  • Há portas abertas que podem ser exploradas?
  • Como corrigir cada risco detectado?

E mais: integrar essas descobertas com o SOC da Ayko e com assistentes de IA, permitindo que o cliente obtenha explicações simplificadas, orientações e insights estratégicos.

Como o Edge Monitoring funciona?

Na prática, a plataforma funciona da seguinte maneira:

1) Mapeamento automático do que está exposto
Domínios, servidores, aplicações e ambientes em nuvem são identificados em tempo real.

2) Monitoramento contínuo de riscos
A plataforma verifica vulnerabilidades, falhas de configuração, domínios suspeitos e possíveis vazamentos de dados.

3) Informações centralizadas
Todos os alertas ficam reunidos em um único painel, com visão objetiva do que está protegido e do que exige ação imediata.

4) Insights do Mayko o Super Especialista da Ayko (IA)
O sistema resume riscos, orienta correções e traduz aspectos técnicos para linguagem clara.

5) Resposta e mitigação
Há integração direta com o SOC da Ayko, que recomenda ações e acompanha a evolução da segurança.

IA como aceleradora da segurança

Fernando explica que a inteligência artificial não foi adicionada ao projeto como complemento, mas concebida como parte central da arquitetura do Edge Monitoring desde o início. Segundo ele, o Mayko o Super Especialista da Ayko (assistente de IA proprietário da Ayko), atua como um “tradutor técnico” capaz de acelerar decisões e reduzir ruídos nos times de tecnologia.

A IA concentra dados, valida informações e entrega respostas com mais credibilidade. Ela transforma dados técnicos em algo que o cliente entende rápido e toma decisão.

Fernando Marques Lisboa, Development Coordinator

Na prática, isso significa que o sistema não apenas aponta vulnerabilidades ou inconsistências, mas interpreta o que elas representam. A plataforma orienta o usuário sobre o nível de risco, as possíveis consequências e os passos recomendados para correção, reduzindo a dependência de análises manuais e ampliando a precisão.

Em um cenário de ameaças cada vez mais complexas, o Mayko funciona como um acelerador da capacidade humana, garantindo que gestores — técnicos ou não — tenham clareza e agilidade para agir.

Para Diogo, o lançamento tem peso estratégico no ambiente de inovação capixaba. Segundo ele, ampliar a visibilidade de risco das empresas locais significa fortalecer toda a cadeia produtiva e elevar o nível de maturidade digital da região.

O Espírito Santo tem evoluído muito em tecnologia. Trazer mais visibilidade de risco para as empresas significa fortalecer todo o nosso ecossistema. O Edge Monitoring é um passo importante para elevar o nível de cibersegurança e ajudar as organizações a se anteciparem a riscos antes que eles se tornem incidentes.

Diogo Manfré, SOC Manager

Fernando complementa destacando que o principal avanço da solução é a centralização de informações que antes estavam fragmentadas em diversas ferramentas e relatórios, o que dificultava interpretações e atrasava respostas.

“Não existiam ferramentas que reuniam tudo isso num único lugar. Agora o cliente tem visão completa da sua superfície de ataque, com custo-benefício melhor e governança ampliada”, afirma.

A chegada do Edge Monitoring representa, portanto, mais do que um novo produto: é um movimento que posiciona o Espírito Santo na vanguarda da segurança digital no país.

O diferencial do Edge Monitoring

Três pontos se destacam como pilares da solução:

1. Visibilidade total da exposição digital
O sistema vasculha a chamada “fachada digital” da empresa, mapeando domínios, aplicações, servidores e ativos que muitas vezes nem estão catalogados internamente. Essa visão abrangente é o primeiro passo para qualquer estratégia de defesa.

2. Economia real e redução de complexidade
Em vez de operar múltiplas ferramentas, a organização passa a contar com uma solução unificada, diminuindo custos, sobrecarga operacional e redundâncias. A consolidação também melhora a governança e facilita auditorias.

3. Insights que qualquer gestor entende
Com apoio da IA, os riscos deixam de ser apresentados como linhas de código ou termos abstratos. O sistema traduz ameaças em explicações claras, prioriza o que realmente importa e orienta ações práticas, um diferencial especialmente relevante para lideranças que não são técnicas.

Com o lançamento, a Ayko reforça sua posição como referência nacional em gestão de superfície de ataque e entrega ao mercado capixaba, e brasileiro, uma solução sólida, moderna e preparada para a escala das novas ameaças.

O Edge Monitoring nasce como uma resposta concreta a um ambiente de risco crescente, mas também simboliza uma transição importante: a segurança deixa de ser reativa e passa a operar de forma preditiva. Não se trata apenas de responder ao incidente, mas de impedir que ele aconteça.

Para quem deseja aprofundar o entendimento sobre como a inovação também se traduz em soluções tecnológicas aplicadas ao dia a dia das empresas, a Ayko disponibiliza mais informações sobre o Edge Monitoring, ferramenta voltada ao monitoramento inteligente de operações.