Funcionários do frigorífico Saboratta atingido por um incêndio na Serra estiveram na empresa na manhã desta sexta-feira (16), mas não puderam entrar. Segundo apuração da repórter Suellen Araújo, da TV Vitória, os trabalhadores queriam retirar objetos pessoais, mas a entrada deles não foi autorizada. Pelo menos 400 colaboradores trabalhavam na empresa, divididos em dois turnos.

O incêndio de grandes proporções teve início na tarde desta quinta-feira (15) e chamou a atenção dos moradores de Jardim Limoeiro. A fumaça densa e escura tomou conta do local e pôde ser vista de diversos pontos. O prédio ficou totalmente destruído.

A dona de casa Silvia Jaqueline Ribeiro, vizinha do frigorífico especializado em carne suína, contou que ouviu uma explosão. “Deu uma explosão: pá! E eu vi aquele fumaceiro. Aí eu voltei, peguei o telefone e liguei para os Bombeiros. Consegui falar com eles, mas os meus vizinhos também já tinham ligado. Todo mundo começou a ligar”, relatou a moradora.

Combate às chamas durou toda a madrugada

O trabalho dos militares na empresa durou toda a madrugada. De acordo com o tenente Natã Araújo, do Corpo de Bombeiros, o fogo já havia sido controlado, mas o material combustível que existe no imóvel fez com que pequenos focos voltassem a queimar.

“Nós temos pequenos focos em locais de difícil acesso, que são focos que estão iniciando, reiniciando frequentemente por causa do material combustível, isso é normal. Mas nossas equipes vão ficar aqui por um tempo para poder acabar de fato com todo o incêndio”, disse o tenente na manhã desta sexta.

Uma das dificuldades encontradas foi a gordura produzida pelos alimentos feitos no frigorífico, que é resistente à água. “A gordura não se mistura muito bem com a água, então a água acaba não sendo mais eficiente. Por isso que nós temos o líquido gerador de espuma. Quando a gente faz a aplicação nesse material, ele tende a ser debelado mais rapidamente”, detalhou.

Frigorífico Saboratta na Serra foi atingido por incêndio. Foto: Thiago Soares/Folha Vitória

Defesa Civil espera resfriamento total para avaliação

Por volta das 7h30, a Defesa Civil, que já tinha participado da ação na quinta-feira, voltou à sede da fábrica. O coronel Fábio Maurício disse que iria esperar o resfriamento total para fazer uma avaliação nos andares do galpão.

“Nosso trabalho agora é fazer a avaliação da estrutura, como é que está o comportamento dela depois do incêndio. A gente sabe que o fogo afeta as peças estruturais, dá prejuízo no comportamento delas. A gente precisa esperar um pouquinho para verificar como é que vai se comportar devido à contração das peças e ver se a ativação ainda permanece com as suas condições estruturais inalteradas ou se houve algum comprometimento”, explicou.

Condomínios e casas vizinhas não foram afetados. “Da análise que a gente fez ontem, não houve nenhum comprometimento da vizinhança. O incêndio ficou confinado ao prédio, à instalação que está aqui”, avaliou o coronel.

Além das viaturas, um caminhão autotanque com capacidade para 12 mil litros de água e um veículo autobomba tanque florestal permaneciam no estacionamento na manhã desta sexta. Uma ambulância foi acionada de forma preventiva. Bombeiros de Serra e Vitória deram apoio constante.

Ainda não há informações sobre como o fogo começou.

*Com informações da repórter Suellen Araújo, da TV Vitória/Record

Patricia Maciel

Repórter

Jornalista formada em 2011, com experiência nas principais empresas de comunicação do Espírito Santo. Também atuou como assessora de comunicação e social media.

Jornalista formada em 2011, com experiência nas principais empresas de comunicação do Espírito Santo. Também atuou como assessora de comunicação e social media.