
Um engenheiro de software que mora nos Estados Unidos, mas foi criado no Espírito Santo, está concorrendo a uma vaga para ir ao espaço. Briant Moreira de Oliveira, que já trabalhou na Nasa, foi para terras americanas para estudar Medicina, porém, com o tempo, encontrou sua vocação em uma área diferente: na Engenharia de Software, em que é formado.
Então, Briant resolveu unir o conhecimento em saúde com a tecnologia. Ele está concorrendo a uma vaga em uma expedição para o espaço para provar uma tese científica de como a microgravidade afeta os músculos, ossos e conexões neuromusculares.
Na escola, Briant era da turma do “fundão”
O engenheiro nunca foi o aluno mais disciplinado da sala e nem o que tirava as melhores notas. Ele conta que sempre sentava com a turma do “fundão” e participava da bagunça junto com os colegas.

A ex-professora de Briant, Daniella Lima Jardim, conta que costumava chamar a atenção dele na escola.
Ele era totalmente indisciplinado e muito brincalhão. Era aquele aluno que a gente precisava chamar para mais próximo da gente, para que ele pudesse conseguir se concentrar.”
Daniella Lima Jardim, ex-professora de Briant
Mas a partir do ensino médio, Briant passou a assumir as responsabilidades, com o sonho de fazer Medicina nos Estados Unidos.

Concurso para ir ao espaço
Graças à persistência, o engenheiro conseguiu alçar voos mais altos e chegou a trabalhar na Nasa. Agora, ele concorre à vaga para ir ao espaço, comprovar a tese e contribuir para o desenvolvimento de novos tratamentos.
Eu quero trazer os resultados desse experimento de volta para a Terra para criar um impacto e poder ajudar cientistas a criar tecnologias, procedimentos terapêuticos e novos medicamentos que possam tratar doenças neuromusculares.”
Briant Moreira de Oliveira, engenheiro de software

O resultado do concurso será divulgado em outubro. Até lá, o engenheiro revela que a ansiedade é grande. “Desde que a competição começou, eu não tenho dormido direito”, brinca.
É possível ajudar na votação através do link de uma comunidade no Telegram.
*Com informações do repórter Lucas Pisa, da TV Vitória/Record