Com o verão, calor e férias escolares, crianças aproveitam a maioria do tempo em ambientes aquáticos como praia, piscina e lagos no Espírito Santo. Mas o período que deveria ser sinônimo de diversão também exige uma atenção redobrada dos pais e familiares.

Diante da possibilidade do risco de afogamentos e acidentes, a segurança das crianças se torna uma preocupação: até mesmo itens que deveriam proteger as crianças, como boias e roupas de banho, podem influenciar a detecção de perigos na água.

E esses perigos não são pequenos. Dados do Painel de Afogamentos do Observatório da Segurança Pública da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp) mostram que cerca de 82% das mortes por afogamento ocorrem em ambientes de água doce no Estado.

Além disso, a faixa etária de 0 a 14 anos representa o total de 14,9% das vítimas, com os principais afogamentos acontecendo em ambientes como: lago, lagoa, represa, piscina e no mar.

Como manter as crianças seguras na água?

Em entrevista ao Folha Vitória, a major Gabriela Andrade, do Corpo de Bombeiros, explica que as boias infantis são indispensáveis para a segurança dos pequenos no momento de lazer. Mas é preciso saber qual o modelo mais adequado na hora de comprar.

Segundo a major, as boias de camelô, apesar de serem mais baratas, não são mais seguras, podem furar, perder a flutuabilidade e sair dos braços com o uso do protetor solar. “Já as circulares acabam virando facilmente e levando ao afogamento”.

Diante disso, o recomendado pelos especialistas são os coletes de espuma. “Mesmo quando perfurados, não perdem a flutuabilidade e oferecem maior resistência às tentativas de retirada pelas crianças”.

A major também destaca que os pais e responsáveis devem se atentar para alguns detalhes ao vestirem o colete, como o peso e o ajuste da roupa.

Ao comprar o colete, é importante verificar na parte interna o limite de peso indicado. Em seguida, vista a criança e confira o ajuste puxando o colete para cima: até quatro dedos de espaço é aceitável; acima disso, o colete não está bem ajustado e pode ser perigoso, pois há risco de escapar.

Gabriela Andrade, major do Corpo de Bombeiros
Boias não recomendadas pelos bombeiros para uso em crianças. Foto: Canva

Além disso, é dada a orientação mais importante: nunca substituir os itens de segurança pela atenção dada a criança.

Nada, absolutamente nada, substitui uma supervisão 100% atenta ao seu filho e a distância de um braço de alcance do pai ou da mãe até a criança.

Gabriela Andrade, major do Corpo de Bombeiros

É importante pensar nas cores de roupa

O Corpo de Bombeiros também destaca que a melhor opção para os pais é sempre vestir os filhos com cores destacam as crianças na água, como, por exemplo, tons neon e bem vivas.

Em contrapartida, tons de azul e verde se misturam com a piscina e mar, tornando a visibilidade mais difícil embaixo da água.

A melhor opção para vestir os filhos com cores bem vibrantes, por exemplo: verde, vermelho ou cores em neon. Já os tons de azul e verde devem ser evitados para a segurança das crianças.

Gabriela Andrade, major do Corpo de Bombeiros

Confira as principais dicas e orientações para os pais

  • Em ambientes aquáticos é indispensável ter um adulto supervisionando as crianças;
  • Deixe a área perto de piscina cercada ou longe do alcance de crianças;
  • Tome cuidado para escolher boias adequadas para as crianças;
  • Água no umbigo, sinal de perigo;
  • Caso presencie algum afogamento, chame um guarda-vidas e ligue imediatamente para o 193 por meio do Corpo de Bombeiros.
Repórter do Folha Vitória, Maria Clara de Mello Leitão
Maria Clara Leitão

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário Faesa e, desde 2022, atua no jornal online Folha Vitória

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