O incêndio que atingiu um frigorífico, no bairro Jardim Limoeiro, na Serra, foi difícil de controlar devido à grande quantidade de gordura existente no local, comum em ambientes de processamento de alimentos de origem animal.

Segundo o Corpo de Bombeiros, esse fator dificultou a ação da água no combate às chamas, exigindo o uso de espuma para conter o fogo. Cerca de 20 mil litros de água já foram utilizados no incêndio que ainda era combatido na manhã desta sexta-feira (16).

O incêndio já foi controlado, mas ainda temos pequenos focos em locais de difícil acesso, por isso nossas equipes vão permanecer aqui por mais um tempo. A gordura não se mistura com a água, o que dificulta o combate. A água não é o meio mais eficiente nesses casos. Então, utilizamos um líquido que se transforma em espuma, que ajuda a controlar melhor o fogo.

Tenente Natã, do Corpo de Bombeiros

Segundo os bombeiros, o incêndio começou no segundo andar do imóvel, mas ainda não foi possível identificar a causa. A origem será apurada por meio de perícia.

Ninguém se feriu no incêndio.

Incêndio Saboratta (Foto/reprodução: TV Vitória)
Incêndio em frigorífico (Foto/reprodução: TV Vitória)

Imóvel foi destruído por incêndio

Testemunhas relataram que as chamas tiveram início por volta das 17h, de quinta-feira (15), e se espalharam rapidamente pela estrutura.

O prédio possui três pavimentos. No primeiro andar funcionavam a recepção e áreas de retirada e armazenamento de ossos e alimentos suínos. O segundo andar abrigava depósitos e o setor de papelão e caixas utilizadas para embalagem. Já no terceiro pavimento era feita a preparação dos produtos destinados à comercialização. Todo o imóvel foi destruído pelo incêndio.

Durante o combate, os bombeiros realizaram aberturas na estrutura para facilitar a saída da fumaça e o resfriamento do prédio. Um hidrante foi utilizado no apoio às equipes, além de caminhões-pipa cedidos pela Prefeitura da Serra.

O hidrante foi essencial para o trabalho. Também tivemos apoio da prefeitura com caminhões-pipa, o que ajudou bastante no abastecimento de água durante a ocorrência”, acrescentou o tenente Natã, do Corpo de Bombeiros.

Mesmo com o controle das chamas, ainda havia muita fumaça no telhado do galpão, na manhã desta sexta-feira, e dois caminhões do Corpo de Bombeiros permaneciam no local monitorando possíveis reignições.

Defesa Civil vai avaliar estrutura do prédio

A Defesa Civil da Serra também acompanha a situação. Segundo o coordenador do órgão, coronel Fábio Maurício, será feita uma avaliação estrutural do imóvel após o rescaldo.

Vamos avaliar a estrutura nesse pós-incêndio. Precisamos aguardar para verificar se as condições estruturais estão preservadas ou se houve algum comprometimento. A Defesa Civil fará a análise de estabilidade para identificar se existe algum risco.

Fábio Maurício, coordenador da Defesa Civil

Apesar da gravidade do incêndio, não há risco para imóveis vizinhos. De acordo com a Defesa Civil, o fogo ficou confinado ao prédio do frigorífico, e moradores e empresas do entorno não precisaram ser evacuados.

As causas do incêndio seguem desconhecidas e serão investigadas após a conclusão do trabalho de rescaldo e da perícia técnica.

*Com informações da repórter Suellen Araújo, da TV Vitória/Record.

Leiri Santana, repórter do Folha Vitória
Leiri Santana

Repórter

Jornalista pela Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) e especializada em Povos Indígenas.

Jornalista pela Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) e especializada em Povos Indígenas.