TEA

Escolas trocam sirene por "sinal musical" para acolher alunos com autismo

A medida busca reduzir o desconforto sensorial de alunos com Transtorno do Espectro Autista

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Escola de Vitória troca sirene por sinal musical para acolher alunos com autismo
Alunos em sala de aula na EMEF Alvaro de Castro Mattos (Foto: PMV)

A sensibilidade auditiva pode ser uma das características apresentadas por pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Alguns sons do dia a dia, que para muitos passam despercebidos, podem afetar negativamente e gerar reações intensas em quem convive com o autismo.

Um dos sons que causa desconforto é a tradicional sirene utilizada nas escolas, indicando início, intervalos ou término das aulas. Em Vitória, 17 unidades municipais já passaram a adotar um “sinal musical” no lugar da conhecida sirene e 24 estão no processo. As demais escolas da rede não utilizam sistema de sinalização sonora.

O mais recente colégio a adotar a prática para garantir o conforto dos alunos dentro do espectro é a Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Álvaro de Castro Mattos, em Jardim da Penha.

Segundo a Prefeitura de Vitória, a medida faz parte da implementação da Lei Municipal nº 10.046, de autoria do vereador Luiz Emanuel, que visa garantir o bem-estar sensorial de crianças com TEA. Ao todo, 54 unidades escolares de ensino fundamental da Capital já adotaram a mudança.

Além dos sinais sonoros, a lei também prevê a instalação de dispositivos luminosos que, além de não gerarem incômodo aos estudantes com TEA, ainda auxiliam alunos com deficiência auditiva.

De acordo com a PMV, o novo sistema de sinalização será implementado nas escolas da rede municipal seguindo o cronograma de reposição dos equipamentos.

Aline Gomes

Repórter

Jornalista pela Universidade Federal de Viçosa e estudante de Publicidade e Propaganda na Unopar, atuou como head de copywriting, social media, assessora de comunicação e analista de marketing. Atua no Folha Vitória como Editora de Saúde desde maio de 2025.

Jornalista pela Universidade Federal de Viçosa e estudante de Publicidade e Propaganda na Unopar, atuou como head de copywriting, social media, assessora de comunicação e analista de marketing. Atua no Folha Vitória como Editora de Saúde desde maio de 2025.