Maranta cinco posições de luz preservam o desenho perfeito das folhas antes que ele se perca de vez
Maranta cinco posições de luz preservam o desenho perfeito das folhas antes que ele se perca de vez

É sutil no começo: as linhas das folhas da maranta começam a esmaecer, o contraste se apaga e, aos poucos, o que era uma planta cheia de personalidade vira apenas um verde apagado. Quem cultiva marantas sabe que seu charme está no padrão único das folhas — quase como uma pintura viva. Mas o que poucos percebem é que esse desenho depende diretamente da luz que a planta recebe. E quando a posição está errada, o padrão se perde silenciosamente, folha após folha.

A maranta precisa da luz certa para manter sua “estampa”

A maranta, também conhecida como planta-pavão ou planta-oração, tem folhas que parecem obras de arte — com nervuras marcadas, contrastes de tons e padrões geométricos. No entanto, essa beleza é sensível. Se a iluminação for inadequada, a planta não apenas cresce com menos vigor, mas também deixa de produzir folhas com as mesmas marcas.

É por isso que, ao escolher onde posicionar sua maranta, você está definindo o futuro da aparência dela. Não se trata apenas de crescimento, mas de preservar a identidade visual da planta.

1. Luz difusa próxima a janela voltada para leste

A posição mais recomendada para manter o desenho das folhas da maranta é próxima a uma janela voltada para o leste, onde ela recebe luz da manhã, suave e constante. Esse tipo de iluminação imita o ambiente natural da planta — o sub-bosque das florestas tropicais, onde há muita luz filtrada pelas copas das árvores.

Nessa condição, a maranta produz folhas vibrantes, com marcações intensas e bem definidas. E o mais importante: não sofre com queimaduras solares.

2. Próxima a janelas com cortinas leves (mas sem contato direto com o sol)

Uma alternativa prática para ambientes mais ensolarados é usar cortinas finas para filtrar a luz solar direta. Marantas expostas ao sol pleno, mesmo que por algumas horas, tendem a perder o padrão das folhas e desenvolver manchas secas nas bordas.

O tecido da cortina funciona como um filtro natural, que mantém a luminosidade alta o suficiente sem comprometer a saúde da planta. Essa técnica é especialmente útil em apartamentos com janelas voltadas para norte ou oeste.

3. Próxima ao chão em locais muito iluminados

Ao contrário de muitas plantas de interior, a maranta prefere ficar em locais mais baixos. Isso porque a luz indireta e refletida do chão proporciona uma intensidade mais adequada ao seu metabolismo. Posicionar o vaso próximo ao piso, em vez de em prateleiras altas, ajuda a preservar o padrão natural das folhas.

Além disso, o microclima mais úmido que se forma próximo ao solo beneficia a maranta, que adora umidade constante no ar.

4. Em ambientes com luz artificial suave e constante

Para quem não dispõe de boa luz natural, as marantas podem se adaptar a iluminação artificial — desde que seja suave, constante e fria (em tom branco neutro). Spots de LED voltados para cima, difusos e com temporizador de 10 a 12 horas por dia ajudam a simular a luz do dia.

Nessa configuração, a planta tende a manter o padrão das folhas, embora possa crescer mais lentamente. É uma solução eficaz para escritórios, lavabos e salas com pouca janela.

5. Próxima a outras plantas que criem sombreamento parcial

Posicionar a maranta ao lado de plantas maiores pode criar um sombreamento natural que simula seu habitat original. Folhagens como jiboias, palmeiras ou filodendros ajudam a quebrar a intensidade da luz e criam um ambiente mais úmido e protegido.

Esse microambiente compartilhado favorece não apenas o padrão das folhas, mas também o ciclo de abertura e fechamento das mesmas — outro charme da maranta, que “se movimenta” ao longo do dia.

Por que o desenho das folhas desaparece?

O padrão das folhas está diretamente ligado à produção de pigmentos como antocianinas e clorofilas. Em ambientes com pouca luz, a planta prioriza a produção de clorofila para captar mais energia, o que torna as folhas mais verdes e uniformes. Já a exposição direta ao sol pode “queimar” os tecidos pigmentados, fazendo com que o desenho desbote ou desapareça.

Se você notar folhas novas surgindo totalmente verdes, sem o padrão típico da maranta, é sinal de que a iluminação precisa ser ajustada com urgência.

Como recuperar o padrão perdido

Quando a luz volta a ser adequada, a maranta retoma a produção de folhas desenhadas em poucas semanas. As folhas antigas não recuperam o padrão, mas as novas brotações já surgem com as marcas mais evidentes.

Uma dica extra é reforçar a umidade do ambiente com bandejas de água, borrifações leves e até umidificadores. Isso ajuda a planta a manter o tecido das folhas saudável e bem pigmentado.

Maranta saudável é maranta com identidade

Cuidar de uma maranta não é apenas garantir que ela esteja viva — é manter o que faz dela uma planta única. As marcas nas folhas contam a história da luz que ela recebe. Um ambiente bem iluminado, sem exageros, preserva essa beleza viva que parece pintada à mão.

Observar o padrão das folhas é uma forma inteligente de entender se sua planta está feliz. E, ao ajustar sua posição, você não apenas protege sua saúde, mas resgata toda a beleza que fez você escolher a maranta em primeiro lugar.