Ana Carolini Mota esteve na Praia da Ilha do Boi. Foto: Reprodução/Redes Sociais
Ana Carolini Mota esteve na Praia da Ilha do Boi. Foto: Reprodução/Redes Sociais

A jornalista da TV Vitória Ana Carolini Mota viralizou nas redes sociais após expor os preços cobrados por bebidas e salgadinhos na Praia da Ilha do Boi, em Vitória. O caso ocorreu no último sábado (10), quando ela tentou comprar uma Coca-Cola de 2 litros, uma água com gás e dois pacotes de chips.

Na hora do pagamento, veio a surpresa: a conta chegou a quase R$ 50. Segundo a jornalista, a Coca-Cola custava R$ 25, a água com gás R$ 8 e cada pacote de chips também R$ 8.

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Ana Carolini Mota, jornalista
Ana Carolini Mota esteve na Praia da Ilha do Boi. Foto: Reprodução/Redes Sociais

Numa pesquisa online feita pelo Folha Vitória em dois supermercados da Grande Vitória, a Coca-Cola de 2 litros não retornável custa em torno de R$ 10 (a variação para o preço na praia chega a 150%), a água mineral com gás de 500 ml sai a R$ 1,89 (variação de 323%) e o pacote de chips de 80 gramas a R$ 4,40 (81%).

Vale salientar que os valores não levam em conta os gastos dos comerciantes com energia para gelar as bebidas e acondicionamento das mercadorias para venda final ao consumidor.

Nas redes sociais, o video da jornalista gerou identificação e debate sobre preços cobrados em praias no verão, especialmente em pontos turísticos e áreas de maior circulação na capital capixaba.

Procon Vitória orienta e alerta para abusos

Diante da alta circulação de turistas e frequentadores nas praias durante o verão, o Procon Vitória reforça que o aumento da demanda não autoriza reajustes desproporcionais.

“O aumento da demanda no verão não autoriza aumento abusivo de preços. O Código de Defesa do Consumidor proíbe a elevação de valores sem justa causa”, afirmou o órgão.

Reajustes só são considerados legítimos quando há aumento real de custos, como insumos, logística ou mão de obra. Caso contrário, a prática pode ser considerada abusiva e passível de penalidades.

O que o consumidor pode fazer?

Segundo o Procon Vitória, o consumidor deve:

  • verificar se os preços estão claramente expostos antes do consumo (obrigação do fornecedor);
  • reunir provas em casos suspeitos, como fotos de cardápios, placas de preço ou notas;
  • registrar reclamação pelos canais oficiais.

As denúncias podem ser realizadas:

  • pelo site: procon.vitoria.es.gov.br/reclamacao
  • pelo app Procon Vitória (App Store e Google Play)
  • pelo telefone 156

Fiscalização intensificada no verão

O Procon Vitória informou que mantém fiscalização contínua durante o ano e intensifica as ações no verão, principalmente em regiões turísticas. Entre os itens verificados estão exposição clara dos preços, transparência e possíveis práticas abusivas.

Quando há irregularidades, os estabelecimentos podem ser autuados, responder a processo administrativo e sofrer sanções, que vão desde multa até cassação do alvará.

“Essas informações são fundamentais para orientar a atuação da fiscalização”, destacou Breno Panetto, gerente do Procon Vitória.

Carlos Raul Rodrigues, estagiário do Folha Vitória
Raul Rodrigues

Repórter

Jornalista em formação pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), atuou como estagiário no Jornal Folha Vitória entre 2023 e 2025. Atualmente atua como Produtor dos Jornais Cidade Alerta ES e do Jornal da TV Vitória e Repórter no Jornal Online Folha Vitória.

Jornalista em formação pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), atuou como estagiário no Jornal Folha Vitória entre 2023 e 2025. Atualmente atua como Produtor dos Jornais Cidade Alerta ES e do Jornal da TV Vitória e Repórter no Jornal Online Folha Vitória.