O que fazer quando tiver contato com águas-vivas e viver na pele a sensação de queimadura intensa? Na hora do aperto, tem gente que joga vinagre, urina e até cerveja.

Essas “crenças populares” motivaram um grupo do Corpo de Bombeiros do Espírito Santo a divulgar um vídeo nas redes sociais explicando os procedimentos adequados a serem tomados após o contato com águas-vivas.

Durante as últimas semanas, os encontros com esses animais marinhos aconteceram com frequência no litoral capixaba, em cidades como Vila Velha, Vitória, Guarapari e Anchieta, especialmente em Iriri.

A major do Corpo de Bombeiros, Gabriela Andrade, mostra no vídeo postado que, após o acidente com uma água-viva, o que é ou não recomendado passar.

Muitas pessoas utilizam a crença popular e receitas caseiras, como pasta de dente, água de coco e até mesmo urina no ferimento.

Bombeiros revelam o que usar ao encostar em água-viva
Bombeiros revelam o que usar ao encostar em água-viva. Foto: Reprodução/vídeo

O que fazer em caso de contato com água-viva:

  • Saia da água imediatamente;
  • Lave de maneira abundante o local com água do mar para remover ao máximo os tentáculos aderidos;
  • Use água do mar gelada para controle da dor;
  • Previna o local afetado banhando a região com ácido acético a 5% (vinagre) por cerca de 10 minutos;
  • Ligue para o Corpo de Bombeiros ou Samu imediatamente se houver chiado no pulmão, dificuldade para respirar, lesões de pele longe do local atingido, desorientação ou inconsciência
Foto: Reprodução/TV Vitória

O que o banhista não deve fazer:

  • O banhista não deve passar na pele atingida itens como: pasta de dente, cerveja, água doce, urina ou água de coco.
  • Não deve tentar retirar os tentáculos da pele;
  • Não deve utilizar água doce, pois ela aumenta novas descargas;
  • Não deve tentar remover os tentáculos aderidos esfregando toalha ou areia.

Presença de águas-vivas no litoral capixaba

Nesta terça-feira (30), durante reportagem realizada pela TV Vitória em uma praia de Vila Velha, cerca de 10 águas-vivas foram encontradas.

O alto número de animais chamou a atenção de frequentadores, por que, afinal, de onde vêm estes bichos?

Professor de Oceanologia e Ecologia da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Agnaldo Silva Martins explica que o aumento da presença de águas-vivas no Espírito Santo nesta época do ano acontece por conta de diversos fatores.

Alguns são a mudança da temperatura das águas, tornando-as mais quentes, além disso, a redução de predadores naturais também colabora com o aparecimento dos animais.

Aqui no Espírito Santo o aumento de águas-vivas durante o verão acontece, principalmente, pela combinação de águas mais quentes, maior disponibilidade de alimento e correntes marinhas que trazem esses animais para mais perto da costa.”

Agnaldo Silva Martins, professor de Oceanologia e Ecologia

Guarda-vidas de Vila Velha, Renato Alvarino esclarece que banhistas jamais devem se aproximar ou tentar manipular o animal.

As águas-vivas estão perto, vindo para a margem. Os tentáculos é que queimam”.

Renato Alvarino, guarda-vidas de Vila Velha

*Com informações do repórter Lucas Pisa, da TV Vitória/ Record

Repórter do Folha Vitória, Maria Clara de Mello Leitão
Maria Clara Leitão

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário Faesa e, desde 2022, atua no jornal online Folha Vitória

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