Crédito: Arquivo Compose
Crédito: Arquivo Compose

Em um cenário marcado por tendências rápidas e descartáveis, alguns projetos de interiores seguem um caminho oposto, atravessam os anos mantendo identidade, funcionalidade e relevância estética.

O segredo está na adoção de princípios do design atemporal, que privilegia materiais duráveis, cores neutras, texturas naturais e formas simples.

Segundo a arquiteta Priscila Rezende, o valor desse tipo de projeto está na capacidade de se manter atual sem depender de modismos.

Mais do que acompanhar tendências, o design atemporal se sustenta pela resistência a elas. Quando se escolhem materiais reconhecidos pela durabilidade e pela qualidade estética, o espaço ganha longevidade visual e funcional.

Priscila Rezende, arquiteta

Nesse sentido, essa lógica orienta a curadoria de materiais desenvolvida pelo grupo Compose, empresa especializada em revestimentos e acabamentos de alto padrão, mencionada como referência por profissionais do setor.

De acordo com o diretor Carlos Marianelli, tons neutros, superfícies naturais, como pedra e madeira, e referências industriais, a exemplo do aço e do efeito ferrugem, contribuem para ambientes equilibrados e consistentes ao longo do tempo.

A aplicação desses conceitos pode ser observada em projetos que marcaram edições da CASACOR Espírito Santo. Um deles é o Studio da Remadora, assinado pela arquiteta Letícia Finamore, em 2018.

O ambiente combinou quartzito Taj Mahal, ripas de madeira e vegetação organizada, criando um espaço voltado ao relaxamento, com linguagem sóbria e atemporal.

Crédito: Felijpe Araujo

Na mesma edição, o Loft da Bailarina, desenvolvido pelo escritório Sergio Palmeira Studio, apresentou uma leitura clássica inspirada no filme Cisne Negro.

Além disso, formas arredondadas, nuances de preto e rosé dourado e o uso de porcelanato marmorizado resultaram em um ambiente elegante e duradouro. O revestimento escolhido remete a mármores como Nero Marquina e Calacatta, referências recorrentes em projetos de longa vida útil.

Crédito: Felijpe Araujo

Para especialistas, a escolha criteriosa de cores e texturas é determinante nesse tipo de proposta. Tons neutros, superfícies naturais e acabamentos com aparência autêntica seguem entre os principais elementos do design atemporal.

Materiais que ganham beleza com o passar dos anos

Materiais como pedra, madeira, granilite e referências ao universo industrial se destacam não apenas pela resistência, mas também pela forma como envelhecem.

Entre as leituras contemporâneas desses materiais, ganham espaço os revestimentos com efeitos digitais inspirados no aço corten.

Tradicionalmente associado à arquitetura industrial, o material chama atenção pela tonalidade quente e pelo aspecto naturalmente envelhecido. Nas versões atuais, essa estética é reinterpretada em superfícies que reproduzem nuances, profundidade e relevo, ampliando suas possibilidades de aplicação.

O mesmo ocorre com revestimentos que evocam texturas artesanais, pedras naturais, granilite e madeira. As tecnologias atuais permitem variações sutis de cor e textura, preservando a referência clássica desses materiais e ampliando seu uso em diferentes contextos.

Além da estética, o design atemporal oferece flexibilidade. Ambientes bem concebidos permitem a incorporação de novos elementos ao longo do tempo, sem a necessidade de grandes intervenções.

“Não se trata de seguir tendências, mas de criar espaços que acompanham a rotina e permanecem relevantes ao longo dos anos”, observa Priscila Rezende.

A arquiteta destaca ainda que durabilidade não significa uniformidade. Portanto, a atenção aos detalhes, como texturas, ferragens e acabamentos bem definidos, contribui para a identidade de cada projeto.

“Ambientes que envelhecem bem mostram que consistência estética e desempenho caminham juntos. Seja em residências urbanas, casas de campo, praia ou escritórios, escolhas bem feitas permitem que o tempo atue como aliado do design”, conclui.

Como investir em design atemporal

  • Priorize madeira, pedras naturais e materiais de aspecto artesanal como base do projeto
  • Utilize cores neutras em paredes, móveis e tecidos
  • Aposte em texturas naturais em estofados, cortinas e tapetes
  • Escolha mobiliário com linhas simples e proporções equilibradas
  • Dê preferência a materiais duráveis aliados a soluções estéticas consistentes
Vanessa Cardoso
Vanessa Cardoso

Colaborador

Head do Folha Social. Empresária, comunicadora e especialista em Relações Públicas e eventos. Jornalista formada pela Faesa.

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