
Violência doméstica, injustiça social e protagonismo feminino: esses são os temas em comum da minissérie brasileira “Estranho Amor” e da novela turca “Chamas do Destino”, produções inéditas recém-estreadas na programação da Record.
Embora ambientadas em contextos distintos, as obras dialogam ao retratar mulheres marcadas por traumas e pela busca por justiça.
Do que se trata “Estranho Amor”?
A minissérie acompanha a trajetória de Vânia, personagem vivida por Juliana Knust, uma policial que assume seu primeiro cargo como delegada na Delegacia da Mulher, na zona Oeste do Rio de Janeiro. Enquanto enfrenta a resistência de uma equipe burocrática, ela se dedica a acolher vítimas de violência e a investigar casos inspirados em situações reais.
Nascida no interior, ela foi vítima de agressões constantes do marido, que a manipulava emocionalmente e espalhou boatos que a transformaram em alvo de julgamento público. Durante a recuperação no hospital, Vânia descobre que perdeu a guarda da filha para a sogra, que se muda para os Estados Unidos e impede qualquer contato entre mãe e filha.
Neste momento, ela decide recomeçar, usando sua história pessoal como força para combater a violência contra outras mulheres. Ao final de cada episódio, a minissérie apresenta dados estatísticos e informações de apoio relacionadas à Lei Maria da Penha.
Do que se trata “Chamas do Destino”?
A novela turca já é considerada um sucesso internacional. A trama gira em torno de Cemre, Rüya e Çiçek, três mulheres cujas vidas se cruzam após um incêndio devastador durante um evento beneficente. O episódio traumático marca o início de uma jornada de superação e de enfrentamento das desigualdades sociais e da violência doméstica. A novela tem como eixo central a força feminina e a busca por liberdade em meio a relações opressoras.
Exibida em diversos países, esta é uma adaptação turca da minissérie francesa “Le Bazar de la Charité”, inspirada em um incêndio real ocorrido em Paris, em 1897. Diferentemente da versão original, a produção atualiza a narrativa para os dias atuais e amplia o debate sobre machismo e solidariedade entre mulheres.
Esta é a primeira vez que a novela é exibida no Brasil.