
Você já passou vergonha no primeiro churrasco porque a carne não assou direito ou ficou dura demais? Muita gente encara a grelha com entusiasmo, mas tropeça justamente na escolha dos cortes. E o problema começa antes mesmo do fogo: tem carne que simplesmente não foi feita para ser a estreia de quem ainda está aprendendo.
Churrasco não começa com picanha: entenda por quê
A palavra-chave aqui é “churrasco”, e o erro mais comum é achar que só a picanha faz bonito na grelha. Embora seja um corte nobre, ela exige ponto certo, faca afiada e um bom controle de temperatura. Quem está começando geralmente erra a mão — e desperdiça uma carne cara. É aí que entra a importância de conhecer cortes que oferecem margem de erro maior e ainda assim entregam sabor.
A escolha certa evita frustração e salva o churrasco
Em cidades do interior, onde o churrasco de fim de semana é quase sagrado, é comum ver gente apostando tudo no corte errado. Resultado? Carne ressecada, nervosa ou mal passada no centro. Em vez de improvisar, o ideal é apostar em cortes mais simples, que aceitam variações de calor e não exigem tanta técnica para acertar o ponto. Essa escolha faz toda a diferença para garantir elogios — em vez de desculpas.
Fraldinha: a queridinha dos iniciantes
A fraldinha é macia, tem fibras longas e bem visíveis, o que facilita até o corte depois de pronta. Ela aceita tanto grelha quanto brasa mais forte, e ainda assim mantém suculência. É um dos cortes mais indulgentes para quem está começando, além de ser mais acessível que outras carnes nobres.
Linguiça toscana: treino ideal para controle de calor
Muita gente subestima a linguiça, mas ela é um ótimo termômetro para quem quer aprender a mexer com a grelha. Assa rápido, entrega sabor intenso e avisa quando está pronta: a pele estala, e o interior fica úmido. É perfeita para observar o comportamento do calor sem precisar virar toda hora.
Contra-filé em bifes: sem segredos, só sabor
Cortar o contra-filé em bifes de dois dedos e colocar direto na grelha é uma escola clássica. Ele tem gordura lateral que derrete e dá sabor, além de ser fácil de manusear. Mesmo se passar um pouco do ponto, ainda fica agradável. É um excelente “campo de treino” para aprender o tempo de selagem e o ponto certo da carne.
Asinha de frango: paciência que vale a pena
Sim, frango no churrasco pode — e deve — entrar na roda. A asinha é barata, aceita marinadas variadas e ajuda o iniciante a treinar o tempo de cozimento sem pressa. Quando bem feita, fica crocante por fora e úmida por dentro, e quase sempre agrada a todos. Ideal para quem ainda não domina as carnes vermelhas.
Coração de frango: sucesso garantido com pouca margem de erro
Esse corte clássico tem uma vantagem para o novato: é pequeno, rápido de fazer e quase impossível de errar. Espetado no palito e bem temperado, vira petisco que não exige técnica, mas que rende elogios. Perfeito para ganhar confiança na grelha.
O jeito certo de começar evita desperdício e constrangimento
Para quem está começando no churrasco, esses cortes funcionam como aliados. Eles não exigem equipamentos sofisticados, termômetros caros ou horas de preparo. São carnes acessíveis, encontradas facilmente em açougues de bairro ou mercados populares — exatamente onde a maioria dos brasileiros compra os ingredientes do fim de semana.

Em cidades menores, é comum o churrasco ser um evento coletivo, onde a cobrança — ainda que velada — por um bom resultado é alta. Evitar cortes mais técnicos nesse momento inicial é uma maneira de proteger não só o bolso, mas também a autoestima de quem está aprendendo.
Mais do que técnica, é sobre prazer em reunir
Churrasco nunca foi sobre perfeição técnica, e sim sobre reunir gente em volta do fogo. Aprender com cortes mais simples é um passo inteligente para construir esse momento com menos estresse e mais sabor. Aos poucos, a pessoa ganha confiança, testa novos cortes e, quando perceber, já estará acertando até a picanha.
Evitar o caminho mais difícil no começo não é sinal de fraqueza — é sinal de inteligência prática. Porque o melhor churrasqueiro não é quem acerta sempre, mas quem aprende rápido com cada erro. E, de preferência, com uma carne suculenta na mão.