Portocel: Planos de expansão e diversificação de cargas de olho, principalmente, no agro, em veículos e fertilizantes. Crédito: Divulgação
Portocel: Planos de expansão e diversificação de cargas de olho, principalmente, no agro, em veículos e fertilizantes. Crédito: Divulgação

Mais 300 mil metros quadrados de retro área fora do sítio do porto e mais 100 mil metros quadrados de área alfandegada. Ou seja, mais área para armazenar cargas que vão entrar e sair do país pelo Espírito Santo. E mais área preparada para receber veículos importados. O planos de Portocel, em Aracruz, já dão o tom do que o porto espera para 2026.

O movimento acompanha números robustos: 7,8 milhões de toneladas em 2025 contra 7,4 milhões em 2024. Números que incluem exportação, importação e cabotagem, só em Aracruz. Isso porque ainda teve 900 mil toneladas na unidade de Santos desde a inauguração em 2024. E ainda 250 mil toneladas de fertilizantes e 25 mil veículos importados. Antigo porto de celulose, Portocel agora é, de fato, multicargas e pretende diversificar ainda mais para aproveitar o momento.

Fertilizantes e veículos na mira

O porto vai ficar maior e uma ampliação está em andamento. Fisicamente, ainda há detalhes a ajustar. Porém, o portfólio já aponta para novos fluxos de carga. Em Aracruz, além da continuidade das operações com veículos (expectativa de importação de mais de 30 mil unidades este ano), Portocel aposta na movimentação de fertilizantes com contratos de dois anos a partir de 2026. E ainda a instalação de uma misturadora está prevista para o início de 2027. Ou seja, o desenho logístico busca dar conta desse crescimento sem perder eficiência.

No campo da infraestrutura, Portocel aguarda para o fim do primeiro trimestre de 2026 as aprovações finais do novo desenho logístico. Nesse sentido, a etapa vai balizar os planos definitivos de ampliação. A expansão do sítio físico se estende até 2027, com foco especial em Aracruz, e já nasce orientada a receber navios de maior porte. Ou seja, deve passar do padrão atual de 32 metros de boca por 200 metros de comprimento para até 38 metros, abrindo espaço para novos armadores e montadoras.

Portocel e visão de longo prazo

Essa preparação se reflete no dia a dia das operações. Além de cargas de projeto e carga geral interna — como peças destinadas a plantas industriais —, o porto está de olho em operações específicas, como o transporte de caldeiras para a fábrica de papel da Suzano e atividades de descomissionamento offshore. Graneis e grãos despontam como cargas crescentes, o agronegócio aparece como aposta de longo prazo e, no café, há conversas com players para soluções de curto prazo.

A estratégia corporativa sustenta essa diversificação. Com 47 anos de expertise e presença consolidada em Santos, Portocel aposta na integração entre as unidades e na alavancagem de novos clientes. “Onde tiver celulose, estaremos”, resumiu Valéria Becalli, gerente de Estratégia, Gestão e Novos Negócios da Portocel, ao destacar o alinhamento com parceiros logísticos e industriais de todo país. Nesse sentido, o objetivo é de dobrar o posicionamento em Santos, consolidando o porto como hub brasileiro de celulose.

No entorno institucional, a companhia mantém interlocução ativa com a Antaq e com atores estratégicos como Imetame e todo hub portuário de Aracruz. Além de acompanhar temas estruturantes como a renovação da FCA, a ES-115 e os contornos de Nova Almeida e Praia Grande. O avanço do ParkLog também está no radar. O diferencial competitivo, reforça a empresa, está na ampla disponibilidade de áreas em Aracruz. Ou seja, tem muita área para crescer e receber novas empresas. Isso, somado a bons acessos rodoviários, ferroviários e portuários, torna a região extremamente promissora e Portocel assume papel de protagonista.

Edu Kopernick

Editor de Economia

Edu Kopernick é jornalista formado na Faesa, especialista em Comunicação Organizacional pela Gama Filho, com experiência em reportagens especiais para veículos nacionais e séries sobre economia do Espírito Santo. Já teve passagens pelos principais veículos de TV, rádio e webjornalismo do Estado. É editor de Economia do Folha Vitória desde 2024, apresentador de TV e host do videocast ValorES.

Edu Kopernick é jornalista formado na Faesa, especialista em Comunicação Organizacional pela Gama Filho, com experiência em reportagens especiais para veículos nacionais e séries sobre economia do Espírito Santo. Já teve passagens pelos principais veículos de TV, rádio e webjornalismo do Estado. É editor de Economia do Folha Vitória desde 2024, apresentador de TV e host do videocast ValorES.