
Responsável por quase 50% de toda a produção de inhame no Brasil, o Espírito Santo quer agora dar um salto de qualidade e produtividade. O Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) deu início ao desenvolvimento de novas variedades de inhame (taro) adaptadas especificamente ao solo e clima capixaba.
O projeto recebeu um investimento de cerca de R$ 315 mil, somando recursos do CNPq e da Fapes. O objetivo é selecionar plantas mais produtivas, resistentes a pragas e com melhor qualidade nutricional, garantindo que o Estado mantenha o protagonismo no setor.
Em 2024, a produção capixaba alcançou a marca de 120,5 mil toneladas, movimentando R$ 276,8 milhões.

Testes em montanhas e baixadas
As pesquisas utilizam o Banco de Germoplasma do Incaper, em Domingos Martins, que conta com 40 tipos diferentes de materiais genéticos. Segundo a pesquisadora e coordenadora do projeto, Rosenilda de Souza, as variedades serão testadas em diferentes cenários:
- Altitudes elevadas: Em Domingos Martins (região serrana).
- Baixas altitudes: Em Viana.
O trabalho permite aprofundar os estudos com foco na seleção de genótipos mais produtivos e adaptados às condições locais
Rosenilda de Souza, pesquisadora e coordenadora do projeto
O processo completo, entre avaliações de campo e análises laboratoriais, deve levar de três a quatro anos.
Liderança no campo
Atualmente, as variedades mais plantadas no Estado são Chinês, São Simão, Macaquinho e a famosa São Bento, esta última genuinamente capixaba, de Alfredo Chaves, e detentora de Indicação Geográfica (IG).
Confira os municípios que lideram a produção no ES (dados de 2024):
- Alfredo Chaves: 31,7 mil toneladas
- Laranja da Terra: 16,5 mil toneladas
- Marechal Floriano: 10,5 mil toneladas
- Santa Leopoldina: 9,2 mil toneladas