Antonio Toledo, CEO da Timenow, Foto: Timenow/Divulgação
Antonio Toledo, CEO da Timenow, Foto: Timenow/Divulgação

CEO da Timenow, Antonio Toledo lidera uma das principais empresas brasileiras de engenharia e gestão de projetos, com atuação nacional e uma operação em expansão nos Estados Unidos.

Com mais de 2.400 colaboradores, a companhia consolidou em 2025 seu crescimento em setores industriais relevantes, fortaleceu seu modelo de gestão baseado em rituais e indicadores, avançou em iniciativas de digitalização e eficiência e evoluiu seu posicionamento em inovação e pessoas.

Para 2026, a expectativa é elevar produtividade e margens com disciplina de execução, aprofundar a digitalização dos processos, manter o crescimento com qualidade e acelerar a expansão internacional com governança e integração.

Sede da Timenow. Foto: Timenow/Divulgação

“Tradição se renova com excelência”. O que tem de tradição, de renovação e de excelência na sua liderança?

Tradição é disciplina de execução, ética, respeito às pessoas e foco em entregar o que foi combinado. Renovação é questionar o “sempre foi assim”, modernizar processos, digitalizar rotinas e preparar a empresa para atuar de forma global, com mentalidade de ecossistema. Excelência é barra alta com método – metas claras, indicadores, cadência de gestão e responsabilidade distribuída. Excelência não é discurso; é padrão sustentado no dia a dia.

O que você preservou do legado da empresa e o que reformulou para elevar o padrão?

Preservei o que constrói reputação: seriedade técnica, compromisso com o cliente e cultura de entrega. Reformulei o que limita escala: governança, rituais de gestão, padronização de processos, foco em produtividade e um direcionamento mais forte para inovação, digital e internacionalização. A lógica é simples: manter a essência e evoluir o sistema.

Antonio Toledo, CEO da Timenow, Foto: Timenow/Divulgação

Que prática de gestão virou ritual na organização e ajuda a explicar seu reconhecimento?

A cadência de gestão com indicadores e aprendizado: reunião mensal de resultados com leitura objetiva de DRE e KPIs, e reunião mensal de estratégia e plano executivo para ajustar prioridades e destravar decisões. E um elemento que considero inegociável: erros viram aprendizado explícito, não ruído escondido.

Qual risco uma liderança de excelência aceita e qual nunca aceitaria? O que é negociável e inegociável?

Aceito o risco de mudar antes de ter 100% de certeza, desde que com tese clara, piloto, métricas e disciplina de correção. Nunca aceito risco que comprometa integridade, segurança, compliance, respeito às pessoas e reputação. Negociável é o caminho, o formato e o ritmo. Inegociável são valores, ética, transparência, qualidade de entrega e responsabilidade com gente e cliente.

Como você forma líderes abaixo de você? Quais critérios e atributos mais incentiva?

Eu formo líderes por contexto, desafio e cobrança com suporte. Dou autonomia com metas claras e faço acompanhamento próximo. Os critérios que mais incentivo são responsabilidade, ambição saudável, capacidade de execução, coragem para decidir, disciplina, pensamento sistêmico e espírito de equipe. E um ponto central: quem não desenvolve pessoas não é líder – é executor individual.

Excelência é barra alta com método – metas claras, indicadores, cadência de gestão e responsabilidade distribuída. Excelência não é discurso; é padrão sustentado no dia a dia.

Qual o papel da liderança em temas atuais como ESG, diversidade, saúde mental e gestão centrada nas pessoas?

A liderança tem o papel de traduzir temas em prática, sem modismo. ESG e diversidade precisam estar ligados a decisão, metas e cultura, e não só comunicação. Saúde mental, para mim, passa por clareza, previsibilidade, respeito, carga de trabalho sustentável e ambiente seguro para diálogo. Gestão de pessoas é o centro: performance forte com humanidade e responsabilidade.

Se tivesse que ensinar uma única regra de liderança, qual seria?

Barra alta com exemplo diário. Você não constrói cultura com slogan; constrói com o que você tolera, mede, reconhece e corrige.