Em março de 2025, o BRB fez uma proposta de compra de um pedaço do Banco Master. O processo, contudo, teve negação pelo Banco Central em setembro. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Em março de 2025, o BRB fez uma proposta de compra de um pedaço do Banco Master. O processo, contudo, teve negação pelo Banco Central em setembro. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Banco Central enviou um ofício ao Banco de Brasília (BRB) determinando provisão de R$ 2,6 bilhões para reequilibrar o seu balanço, depois de ter se envolvido em um processo de compras de carteiras de crédito falsas do Banco Master.

O número final, contudo, ainda terá discussão entre a autoridade monetária e o próprio banco, que faz uma análise própria sobre os ativos e tem uma margem para contrapor e negociar alternativas com o BC.

As informações tiveram divulgação primeiramente pelo jornal Valor Econômico e confirmadas pelo Estadão.

Procurado, o BRB afirmou que trabalha em conjunto com o Banco Central e que há uma investigação independente sendo feita para analisar o caso. Caso o prejuízo tenha confirmação, o banco diz que já tem um plano de aporte de capital pronto.

Caso sejam confirmados, o BRB informa que já possui plano de capital que prevê aporte através de vários instrumentos de recomposição de capital. O BRB reafirma que segue sólido, com patrimônio líquido de R$ 4,5 bilhões e patrimônio de referência de R$ 6,5 bilhões, operando normalmente e assegurando todos os serviços financeiros.

BRB em nota

Entenda o caso

Em março de 2025, o BRB fez uma proposta de compra de um pedaço do Banco Master. O processo, contudo, teve negação pelo Banco Central em setembro. E posteriormente, em novembro, o Master foi liquidado.

Desde julho de 2024, o BRB vinha comprando carteiras de crédito consignado do Master, em um montante total que chegou a R$ 16 bilhões. A maior parte dessas carteiras, contudo, cerca de R$ 12,2 bilhões, eram fraudadas, segundo investigações da Polícia Federal.

O BRB, então, passou a trocar esses ativos do banco Master por outros do próprio banco, mas nem toda a carteira teve substituição, conforme depoimento do ex-presidente do banco Paulo Henrique Costa, revelado pelo Estadão.