Centenário de Roberto Campos por Clóvis Vieira

Relato histórico do amigo Clóvis Vieira, com quem me encontrei na palestra do empresário Carlos Wizard na última quarta feira, 26,  durante as comemorações dos 75 anos do Grupo Buiaz.

Vamos ao Clóvis: ” Há três maneiras de o homem conhecer a ruína : a mais rápida pelo jogo, a mais agradável é com as mulheres, a mais segura é  seguindo os conselhos de um  economista.” (Roberto Campos)

No ano do centenário de Roberto Campos, considerado um economista à frente de seu tempo, as suas ideias são debatidas como atuais até o presente momento. Pode-se até dizer que o homem passou, mas suas ideias, suas obras e influência continuam vivas. E, pelo andar das coisas, ainda serão debatidas por ainda por muito tempo.

Roberto Campos seguia fielmente as suas percepções, era claro e preciso em suas ideias e muitas vezes até irônico, por isso, suas frases repercutiam fortemente nos debates públicos. Sempre propunha o contrário do que pensava a maioria. Apelidou a Petrobras de “Petrossauro”, disse que FHC era tudo menos liberal e criticava veemente o “s” social do BNDES.

São considerados feitos de sua participação governamental a criação do Banco Central do Brasil, o FGTS, o BNH, o sistema de indexação via ORTN, o BNDES e autor de vários artigos econômicos na Constituição Federal de 1967 proibindo o Congresso Nacional de criar emendas ao Orçamento que aumentassem os gastos.

Na área externa foi Embaixador do Brasil nos Estados Unidos (1961) e na Corte de Saint James (1975/1982). e quando do triunfo do liberalismo nos anos 90 ele afirmou ” Estive certo quando tive todos contra mim.”

Quando de minha função como Presidente do Ibef Espírito Santo o trouxemos à Vitória para palestra e lançar o seu livro ” A Lanterna na Popa”, com casa cheia e representativa do PIB estadual, com direito a uma visita ao Convento da Penha que ele me pediu ao desembarcar no aeroporto de Vitória.

Diretamente do Túnel do Tempo a foto de Roberto Campos ao lado do líder empresarial capixaba Otacílio Coser, clicada por Antonio Heron, em um dos cerimoniais da ilha.

GAF_2017.04.29_20h24m24s_007_Aproveitando a ocasião peço licença ao Clóvis para deixar aqui as minhas lembranças do tempo em que tive a honra de trabalhar para o Sr. Otacílio Coser no então SEOC, que mais tarde seria transformado no grupo COIMEX, na mesma época nos foi possível participar da criação da Fundação Otacílio Coser. Bons tempos!

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