Saiba o que está levando à procura por imóveis nas cidades com até 100 quilômetros da capital 

Vamos sinalizar um futuro de intensas movimentações para o mercado imobiliário. Não que o setor vivesse em clima de calmaria, afinal, é um dos termômetros da economia do país. Mas o surgimento do novo coronavírus fez com que o mundo digital avançasse 10 anos em questão de meses – isso é fato, como já temos conversado aqui no IMVC.

A partir do avanço digital, muitas pessoas passaram a perceber que não precisam mais ficar conectadas a uma cidade só por causa do trabalho, afinal, o home office tornou-se bem-sucedido. O que quero frisar com essas percepções da sociedade, com mudanças de hábitos, é que a pandemia acelerou alguns aspectos que reforçam a tendência do êxodo urbano.

A cultura da mobilidade e a busca por locais menos adensados, próximos à natureza, impulsionaram o movimento de migração das pessoas. Esse tipo de público prioriza o bem-estar na tomada de decisões e o movimento ganha força com o objetivo de evitar aglomerações.

Na verdade, esse movimento de êxodo urbano já vinha sendo rascunhado no mercado imobiliário, porém, de forma bem lenta e pontual. A pandemia acelerou esse movimento de mudança de grandes cidades para locais mais calmos e, em algumas situações, mais baratos.

Êxodo urbano

O movimento de êxodo urbano, por conta da pandemia, tem sido observado em várias partes do mundo, como na Big Apple onde, entre junho e julho deste ano, mais de 120 mil apartamentos foram postos à venda, um aumento de 26% em relação ao mesmo período em 2019. As migrações em massa também foram identificadas na Índia, no Peru e em países africanos, como Madagascar, Quênia e Costa do Marfim.

Uma verdadeira revolução no mercado imobiliário que atinge também o competitivo mercado de locação. Dependendo do bairro e da região, digo em nível mundial, há mais casas e apartamentos à espera de inquilinos devido ao interesse das pessoas em migrarem para cidades do entorno dos grandes centros urbanos, num raio de até 100 km da capital. Cerca de uma hora de carrro.

Isso, com certeza, irá motivar a construção de unidades habitacionais com traçado horizontal. O que me diz dos condomínios de casas e loteamentos, por exemplo? A equação é a seguinte: pessoas menos presas à necessidade física diária com o trabalho + maior mobilidade = busca por imóveis maiores em lugares com melhor qualidade de vida.

A dinâmica interurbana está acontecendo e corretores de imóveis e especialistas já identificaram que as pessoas estão buscando apartamentos maiores. Unidade habitacional com quintal será a cereja do bolo.

Coloque também na lista de desejos, a busca por casas em condomínios, bairros bucólicos ou chácaras. Outra tendência: aluguel de imóveis no campo e na praia, mas de forma temporária, afinal, temos diferentes tipos de público.

Avaliações

Não estou aqui afirmando que a interiorização é o novo fenômeno do mercado imobiliário e que irá acontecer em tempo recorde. Claro que os centros urbanos sempre terão um papel determinante para a sociedade e muitas pessoas vão permanecer nas metrópoles.

Especialistas mundiais afirmam que a pandemia pode provocar profundas transformações na conjuntura das grandes cidades e uma delas é impelir movimentações populacionais.

No Espírito Santo, o movimento também foi detectado e impulsionou a venda de lotes. A empresa que estava mais preparada e organizada, conseguiu faturar e o mercado imobiliário provou que manter a tradição com pouca flexibilidade, neste momento, pode ser um erro estratégico muito grande.

Claro que não podemos tomar nenhuma decisão precipitada, mas já diz o ditado latino: “a fortuna favorece os audazes”. A ocupação de áreas não adensadas pode ser sim uma grande estratégia para os players do mercado imobiliário que desejam beber água limpa e fresca neste início de um novo ciclo.

As pessoas estão redesenhando suas vidas e o mercado imobiliário é inerente a esse processo.

Vamos juntos construir um mercado imobiliário cada vez melhor!

Estica o braço que é tudo seu, põe na conta do Abreu!

Thiago Abreu

@ContadoAbreuOficial

Um comentário em “Saiba o que está levando à procura por imóveis nas cidades com até 100 quilômetros da capital ”

  1. Creio que no ES está havendo um acelerar de aquisição de segunda habitação nas montanhas reformas e construção, frequento e
    converso com pessoas de Domingos Martins e Marechal Floriano e o termômetro para as empresas de material de construção, prestadores de serviço e empresas do mesmo setor nunca estiveram tão bem posionados.

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