Construir para alugar: novos modelos de negócio aparecem no Brasil, será que funcionam no Espírito Santo?

É a tempestade perfeita. Uma pandemia sugere que as pessoas fiquem em casa, a área residencial privativa toma novos contornos e se torna a protagonista do jogo imobiliário, surge uma nova geração que não está interessada em adquirir imóveis e, uma outra geração, aparece interessada em comprar imóveis para alugar justamente para a que não está interessada em comprar.

Somado a isso, temos ainda uma conjuntura econômica onde a Selic a 2% faz com que o preço do dinheiro seja muitíssimo reduzido e o rentismo, antes o rei da história na política econômica, passa a ser agora o patinho feio. Temos ainda uma evasão de capitais que está sendo totalmente direcionada para muitos negócios e, alguns desses segmentos, com certeza absoluta, é o mercado imobiliário.

Parece maluquice, mas não é. Pelo menos é o que a Greystar Real Estate Partners, potência norte-americana no mercado imobiliário, enxergou no Brasil. Ela não está sozinha. Outra gigante da construção civil no Brasil, a incorporadora Cyrela, entende que essa conjuntura faz sentido para acolher no país uma operação de construção com foco em aluguéis, a de edifícios residenciais construídos para locação.

Obviamente, como todo bom MVP (Minimum Viable Product) deve ser, antes de se fazer a ideia acontecer, precisamos ter pelo menos alguns modelos de teste que consolidem a ideia.

Intensa busca por aluguéis

No caso de São Paulo, há uma característica muito interessante, que é a intensa busca por aluguéis, especialmente nas regiões mais nobres do estado. Essas regiões têm o valor do metro quadrado muito alto e a procura altíssima para aluguel. Nesse caso em particular, temos realmente a tempestade perfeita.

A pergunta que fica é a seguinte: podemos utilizar essa matriz de negócios e essa ideia no mercado capixaba? Onde teríamos a potencialidade de lançar, em escala, uma série de produtos ou um produto que teria uma viabilidade comercial dessa magnitude? Seja qual for a questão, o assunto é interessante para se fazer uma avaliação.

Fica então a provocação desta matéria: não somente para esse negócio em particular, será que o Espírito Santo não pode estar perdendo algumas oportunidades de novos modelos de negócio?

Repensar o hibridismo

Não me refiro apenas a diversificar a matriz com modelos já conhecidos, como condomínio verticais e horizontais ou casas de segunda moradia. Esses assuntos já foram falados de maneira abundante aqui no IMVC.

Me refiro, de fato, a repensarmos o hibridismo proposto pela Greystar e a Cyrela. Será que teremos no Espírito Santo novos modelos de negócio que tornam a matriz de diversificação de investimentos imobiliários mais dinâmica?

Trabalho com as principais construtoras aqui do estado e com empresas de condomínio horizontal, além de loteadoras. A questão que fica é exatamente essa: como podemos reestruturar um modelo que nos dê novas oportunidades de negócio? O empresariado está aberto a isso? Seria arriscar demais?

Seja qual for a questão, vale sempre a seguinte máxima: “a fortuna favorece os audazes”.

Ficar de olho

Em um negócio como o mercado imobiliário, ninguém quer arriscar alto porque arriscar alto também pode ser perder alto. Por isso, precisamos ficar de olho nas praças mais maduras e consolidadas para que possamos entender como tirar o melhor proveito possível e repensar a matriz de negócios no mercado capixaba.

Com base nas experiências de outras praças, com menos risco, ou não, poderemos tirar insights poderosos. Assim, vamos remodelar o mercado imobiliário capixaba.

E você, o que acha? Acha que é possível fazer isso?

Compartilhe, comente e replique a notícia para que possamos juntos ter novos insights e construir um mercado imobiliário capixaba cada vez mais dinâmico, modernizado e atualizado com as novas demandas dos mercados nacional e regional.

Estica o braço que é tudo seu, põe na conta do Abreu!

Thiago Abreu

@ContadoAbreuOficial

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