
Nada menos do que 32 milhões de veículos circularam pela BR-101 em 2025. Isso é mais de 12 vezes o número de veículos que existem no Estado. São cerca de 2,5 milhões, de acordo com levantamento do Observatório de Trânsito Do Estado. O número consolidado de veículos que passaram pelo treco capixaba da BR-101 é da Ecovias Capixaba, concessionária que administra a principal rodovia federal que corta o Espírito Santo.
Em 2024 cerca de 30 milhões de veículos circularam pela via. Ou seja, no ano passado houve aumento de pouco mais de 9% na circulação.
E o aumento deve continuar em 2026. Só no início do ano, com a Operação Verão que vai até 22 de fevereiro, a estimativa é de que 7,4 milhões de veículos passem pela rodovia. Fluxo que deve ficar 11% maior em relação ao mesmo período de 2025. Esse total representa 722 mil veículos a mais em relação ao verão anterior.
O trecho concedido à Ecovias Capixaba tem 478,7 quilômetros e vai do trevo de acesso à cidade de Mucuri, no Sul da Bahia, até Mimoso do Sul, que faz divisa com o Rio. A área concedida corta 24 municípios do Espírito Santo e um da Bahia.
Obras da Ecovias Capixaba em 2026
A Ecovias Capixaba já começou a negociar desapropriações para a construção dos contornos de Ibiraçu e Fundão na BR-101. Os contornos, que somam 12 quilômetros de extensão de novas pistas, têm importância estratégica para reduzir o tráfego de passagem dentro desses municípios. Ou seja, o objetivo é dar mais fluidez tirando o tráfego de dentro das cidades.
A previsão, em contrato, é de que as obras fiquem prontas até o quarto ano da concessão. Prazo a partir de 27 de agosto do ano passado. Porém, a concessionária quer antecipar a entrega para o terceiro ano, com previsão de início das obras em março de 2026.
A Ecovias Capixaba já realizou a fase de cadastro dos imóveis e a elaboração dos laudos de avaliação. Nesta etapa, moradores e proprietários receberam visitas para a coleta de informações e documentos necessários à construção dos laudos técnicos.
Com os laudos concluídos, tem início a fase de negociação. A concessionária acredita que as obras poderão avançar de forma progressiva, com a liberação das frentes de serviço. Isso permite que determinadas atividades comecem mesmo enquanto parte do processo de desapropriação ainda esteja em andamento.