Dieese afirma que o salário-mínimo do país deveria ser de R$ 7.106,83. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil/Arquivo
Dieese afirma que o salário-mínimo do país deveria ser de R$ 7.106,83. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil/Arquivo

Em dezembro de 2025, a cesta básica ficou mais cara em 17 capitais brasileiras. Na contramão desse cenário, Vitória está entre as nove capitais onde que o preço da cesta caiu.

O preço da cesta básica da capital capixaba caiu 0,59% e, apesar do desconto, a cesta é a oitava mais cara do país, custando R$ 727,22.

A conclusão é da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, um levantamento divulgado mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), junto com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A única capital onde o preço médio não variou foi João Pessoa. A elevação mais importante ocorreu em Maceió, onde o custo médio da cesta variou 3,19%. Em seguida, aparecem Belo Horizonte, com aumento de 1,58%; Salvador (1,55%); Brasília (1,54%); e Teresina (1,39%).

As quedas mais expressivas ocorreram na região Norte do país, com Porto Velho liderando a lista (-3,60%), seguida por Boa Vista (-2,55%), Rio Branco (-1,54%) e Manaus (-1,43%).

Um dos principais responsáveis pelo aumento no preço da cesta foi a carne bovina de primeira, que subiu em 25 das 27 capitais.

Além disso, segundo os responsáveis pela pesquisa, a alta no preço da carne pode ter explicação pelo aquecimento da demanda interna e externa, além da oferta restrita do produto.

Batata tem alta

A batata também apresentou alta em todas as capitais, com exceção de Porto Alegre, onde o preço do produto caiu 3,57%. No Rio de Janeiro, o aumento chegou a 24,10%, o que pode ser explicado pelas chuvas e pelo fim da colheita.

A cesta básica mais cara do país continua a ser a de São Paulo, onde o custo médio chegou a R$ 845,95, seguida por Florianópolis (R$ 801,29), Rio de Janeiro (R$ 792,06) e Cuiabá (R$ 791,29).

Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 539,49), Maceió (R$ 589,69), Porto Velho (R$ 592,01) e Recife (R$ 596,10).

Por fim, com base na cesta mais cara do país, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário-mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estimou que o salário-mínimo em dezembro deveria ser de R$ 7.106,83 ou 4,68 vezes o mínimo de R$ 1.518,00.

Bernardo Mont'Mor *

Estagiário

Jornalista em formação pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), apaixonado por esportes e estagiário no jornal Folha Vitória

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A Agência Brasil é uma agência pública de notícias que coloca a cidadania em pauta por meio do jornalismo digital. Assim como outros veículos da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), ela tem como missão "criar e difundir conteúdos que contribuam para o desenvolvimento da consciência crítica das pessoas". Para isso, prioriza a cobertura de políticas públicas a partir da perspectiva do cidadão, da sociedade civil organizada e dos Poderes Públicos (Executivo, Judiciário e Legislativo).

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