Em relação a dezembro de 2024, o total de empregadores encolheu em 2,5%, número que representa um recuo de 108 mil empregadores no Brasil. Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Em relação a dezembro de 2024, o total de empregadores encolheu em 2,5%, número que representa um recuo de 108 mil empregadores no Brasil. Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,1% no trimestre encerrado em dezembro, nível mais baixo da série histórica iniciada em 2012, segundo os dados mensais da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados nesta sexta-feira, 30, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em igual período de 2024, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 6,2%. No trimestre móvel até novembro, a taxa de desocupação estava em 5,2%.

Com o resultado de dezembro, a taxa anual do indicador de desemprego caiu de 6,6%, em 2024, para 5,6%, em 2025, patamar mais baixo desde 2012. Em um ano, a média de pessoas desocupadas caiu de 7,2 para 6,2 milhões. Em 2020 e 2021, durante a pandemia, a taxa chegou a 13,7% e 14,0%, e cerca de 14 milhões de desocupados.

A população ocupada em 2025 foi recorde na série histórica, com 103 milhões de pessoas, frente a 101,3 milhões em 2024. Em 2012, o valor era de 89,3 milhões.

A renda média real do trabalhador foi de R$ 3.613,00 no trimestre encerrado em dezembro. O resultado representa alta de 5,0% em relação ao mesmo trimestre de 2024.

A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 367,6 bilhões no trimestre encerrado em dezembro, assim, com uma alta de 6,4% ante igual período do ano passado.

Nesse sentido, a massa de salários em circulação na economia aumentou em R$ 22,03 bilhões no período de um ano, para R$ 367,6 bilhões, uma alta de 6,4% no trimestre encerrado em dezembro ante o trimestre terminado em dezembro de 2024. Na comparação com o trimestre terminado em setembro, a massa de renda real subiu 3,1%, com R$ 10,883 bilhões a mais.

Emprego com carteira no setor privado

O trimestre encerrado em dezembro mostrou uma abertura de 179 mil vagas com carteira assinada no setor privado em relação ao trimestre encerrado em setembro. Na comparação com o mesmo trimestre de 2024, 939 mil vagas tiveram criação no setor privado.

O total de pessoas com carteira assinada no setor privado foi de 39,409 milhões de trabalhadores no trimestre até dezembro, enquanto os sem carteira assinada somaram 13,565 milhões de pessoas, 67 mil a mais do que no trimestre anterior.

Em relação ao trimestre até dezembro de 2024, houve a criação de 361 mil vagas sem carteira no setor privado.

O trabalho por conta própria ganhou a adesão de 219 mil pessoas em um trimestre, para um total de 26,109 milhões de trabalhadores. O resultado representa 638 mil pessoas a mais trabalhando nesta condição na comparação com o mesmo período do ano anterior.

O número de empregadores diminuiu em 69 mil em um trimestre, para 4,152 milhões de pessoas. Em relação a dezembro de 2024, o total de empregadores encolheu em 2,5%, número que representa um recuo de 108 mil empregadores.

O País teve um aumento de 63 mil pessoas no trabalho doméstico em um trimestre, para um total de 5,57 milhões de pessoas. O resultado representa queda de 306 mil trabalhadores ante o mesmo trimestre do ano anterior.

Nesse sentido, o setor público teve 159 mil pessoas a mais no trimestre terminado em dezembro ante o trimestre encerrado em setembro, para um total de 13,004 milhões de ocupados. Na comparação com o trimestre até dezembro de 2024, foram abertas 483 mil vagas.

Desalento

O Brasil registrou 2,646 milhões de pessoas em situação de desalento (procurando por emprego) no trimestre encerrado em dezembro.

O resultado, portanto, significa 9 mil desalentados a mais em relação ao trimestre encerrado em setembro, um avanço de 0,3%. Em um ano, 343 mil pessoas deixaram a situação de desalento, baixa de 11,5%.

A população desalentada é definida como aquela que estava fora da força de trabalho por uma das seguintes razões: não conseguia trabalho, ou não tinha experiência, ou era muito jovem ou idosa, ou não encontrou trabalho na localidade — e que, se tivesse conseguido trabalho, estaria disponível para assumir a vaga. Por fim, os desalentados fazem parte da força de trabalho potencial.