
A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) como proporção do Produto Interno Bruto (PIB) caiu de 79,0% em novembro para 78,7% em dezembro, informou nesta sexta-feira (30) o Banco Central (BC). Em valores nominais, passou de R$ 9,991 trilhões para R$ 10,018 trilhões.
O pico da série da dívida bruta foi em dezembro de 2020 (87,6%), devido às medidas fiscais do início da pandemia de covid-19. No nível mais baixo, em dezembro de 2013, a dívida bruta chegou a 51,5% do PIB.
Pelo conceito do Fundo Monetário Internacional (FMI), a DBGG passou de 92,3% do PIB em novembro para 93,4% no mês passado. O BC começou a divulgar a estatística em 2025.
Sendo assim, a DBGG — que abrange o governo federal, os governos estaduais e municipais, excluindo o BC e as empresas estatais — é uma das referências para avaliação, por parte das agências globais de classificação de risco, da capacidade de solvência do País. Na prática, quanto maior a dívida, maior o risco de calote por parte do Brasil.
Além disso, a Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) — que considera as reservas internacionais do Brasil — aumentou de 65,2% do PIB em novembro para 65,3% em dezembro, o maior valor da série histórica da autoridade monetária. Em reais, atingiu R$ 8,311 trilhões.
Déficit do setor público
O setor público consolidado (governo central, Estados, municípios e estatais, à exceção de Petrobras e Eletrobras) teve déficit primário de R$ 55,021 bilhões em 2025. O montante equivale a 0,43% do Produto Interno Bruto (PIB).
O déficit do ano ficou em linha com a mediana da pesquisa Projeções Broadcast, de R$ 56,200 bilhões. As estimativas do mercado, todas negativas, iam de R$ 75,40 bilhões a R$ 43,0 bilhões.
O resultado de 2025 foi pouco mais negativo do que o observado em 2024. Quando o déficit primário do setor público somou R$ 47,553 bilhões, ou 0,40% do PIB. Além disso, esse é o resultado mais negativo desde 2023, quando o rombo nas contas públicas alcançou R$ 249,124 bilhões, ou 2,28% do PIB.
Portanto, nas aberturas, o resultado do ano passado foi puxado por um déficit primário de R$ 58,687 bilhões nas contas do governo central, o equivalente a 0,46% do PIB. Estados e municípios tiveram superávit de R$ 9,537 bilhões (0,07% do PIB), e as empresas estatais, déficit de R$ 5,871 bilhões (0,05% do PIB).
Por fim, isoladamente, os Estados tiveram superávit de R$ 5,453 bilhões no ano passado (0,04% do PIB), e os municípios, saldo positivo de R$ 4,084 bilhões (0,03% do PIB).