Foto: Freepik
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*Artigo escrito por Juliana Frasson, empreendedora e consultora empresarial como foco em gestão estratégica, liderança e inclusão. Especialista em neurodiversidade. Membro do Comitê Qualificado de Conteúdo de Empreendedorismo e Gestão de 2025 do Ibef-ES.

A chamada economia prateada — que engloba a participação social e econômica das pessoas com 60 anos ou mais — é uma das forças de consumo e produção que mais cresce no Brasil.

Segundo o Censo 2022, o país já possui 32,1 milhões de idosos, ou 15,6% da população. Esse grupo movimenta anualmente cerca de R$ 2 trilhões, respondendo por aproximadamente 25% do consumo das famílias.

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O perfil dessa geração mudou. Longe de ser apenas público-alvo para serviços de saúde, os 60+ são consumidores informados, exigentes e digitais.

Compram on-line, valorizam qualidade, propósito e experiências, e têm influência direta nas decisões de compra de toda a família. Setores como turismo, moda, educação continuada, moradia adaptada, tecnologia e bem-estar encontram nesse segmento um mercado com grande potencial de exploração.

No mercado de trabalho, a presença é significativa. Em 2024, 25,2% dos brasileiros com mais de 60 anos estavam economicamente ativos. Entretanto, a informalidade é alta — cerca de 53,8% —, o que indica espaço para políticas de incentivo à longevidade produtiva, inclusão formal e o combate ao etarismo (preconceito, discriminação ou tratamento desigual que uma pessoa sofre por causa da sua idade).

O avanço da economia prateada no Espírito Santo

No Espírito Santo, o fenômeno é ainda mais acelerado. O estado possui 631,4 mil pessoas com 60+, crescimento de 73,1% desde 2010, superando a média nacional. A expectativa de vida ao nascer é de 79,8 anos, a segunda maior do país, e o índice de envelhecimento é de 58,1%, colocando o ES em sexto lugar no ranking nacional.

Além disso, municípios como Itaguaçu, São José do Calçado e Itarana já têm mais de 22% de sua população formada por idosos.

Apesar da relevância, ainda faltam dados regionais detalhados sobre hábitos de consumo e participação no trabalho.

Contudo, é possível constatar que o público capixaba segue as tendências nacionais: busca autonomia, representa um grande potencial turístico, cultural e de consumo, e demanda produtos e serviços adaptados — de espaços urbanos acessíveis a plataformas digitais amigáveis.

Um universo paralelo está se mostrando para as empresas, padrões de trabalho, consumo e lazer estão passando por uma metamorfose.

Portanto, o avanço da economia prateada no Brasil e no Espírito Santo impõe um desafio e uma oportunidade: transformar estereótipos e enxergar os 60+ como protagonistas de um novo ciclo econômico, marcado pela experiência, pela longevidade ativa e por um poder de compra que seguirá crescendo nas próximas décadas.

Este texto expressa a opinião do autor e não traduz, necessariamente, a opinião do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Espírito Santo.

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